Política
Lewandowski entrega carta de demissão e deve deixar Ministério da Justiça
Decisão do ministro é pessoal e vinha sendo amadurecida internamente
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua carta de demissão e deve oficializar a saída do cargo a qualquer momento nesta quinta-feira, 8. A informação é do ICL Notícias e foi confirmada pelo secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, que relatou que o gesto já foi feito e que a formalização pode ocorrer ainda hoje.
De acordo com Marivaldo Pereira, a decisão de Lewandowski é pessoal e vinha sendo amadurecida internamente. Segundo ele, o ministro já comunicou Lula sobre a intenção de deixar o comando da pasta e a expectativa, dentro do próprio Ministério da Justiça, é de que o anúncio oficial aconteça até o fim do dia. O secretário afirmou que a saída é considerada praticamente certa no ambiente interno do ministério.
Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça no início do terceiro mandato de Lula, após deixar o Supremo Tribunal Federal. Desde então, passou a conduzir uma agenda marcada pelo esforço de reorganização institucional da pasta, pela retomada do diálogo federativo na área de segurança pública e pela tentativa de reposicionar o debate após os anos do governo Jair Bolsonaro.
Nos bastidores do governo, a saída do ministro já vinha sendo tratada como provável. Auxiliares do Palácio do Planalto avaliam que Lewandowski cumpriu uma etapa considerada sensível do governo, especialmente no processo de reconstrução do Ministério da Justiça e na recomposição da interlocução com o Congresso Nacional. A entrega da carta, agora confirmada, acelera o processo de definição sobre a sucessão no comando da pasta.
A saída de Lewandowski também ocorre em meio às discussões sobre uma reestruturação mais ampla da área. A expectativa no governo é de que, após a saída do ministro, o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública seja desmembrado em duas pastas: uma voltada exclusivamente à Justiça e outra dedicada à Segurança Pública.
Segundo o ICL Notícias, nesse contexto, o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, passou a ser citado nos bastidores como um dos cotados para assumir o Ministério da Justiça, caso a separação se confirme. Aliados do presidente avaliam que a eventual indicação de Pacheco poderia reforçar a interlocução do governo com o Congresso em um momento de redesenho institucional e reorganização da área.



