Operação

Avó vendeu três netas para piloto preso por chefiar rede de abuso infantil

Polícia aponta venda de imagens e aliciamento de crianças para piloto detido em Congonhas
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 09/02/2026 - 19:57
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Reprodução
Avó 'vendia' três netas menores para piloto da Latam preso por comandar rede de exploração sexual
Avó 'vendia' três netas menores para piloto da Latam preso por comandar rede de exploração sexual

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira, 9, uma mulher de 55 anos, foi presa temporariamente sob suspeita de aliciar três netas menores de idade. Segundo a investigação, ela intermediava encontros das vítimas com o piloto e comercializava conteúdos envolvendo as meninas, que teriam 10, 12 e 14 anos quando os abusos começaram.

A ação integra a Operação Apertem os Cintos, que também levou à prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, apontado como principal articulador do esquema.

Outra investigada, uma mulher suspeita de explorar sexualmente a própria filha, de 14 anos, e também comercializar imagens da adolescente para integrantes de uma rede criminosa.

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Segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a investigada produzia e armazenava material com conteúdo sexual envolvendo a filha e vendia por valores que variavam de R$ 50 a R$ 100 para o aviador. A polícia afirma que já identificou ao menos dez vítimas relacionadas ao grupo.

As apurações indicam que o suspeito se aproximava de mulheres adultas sob o pretexto de relacionamento e, posteriormente, tentava convencê-las a facilitar o acesso a crianças e adolescentes de suas famílias.

Além das prisões do piloto e da avó, em caráter temporário, e da detenção em flagrante da mãe investigada, a operação também cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro suspeitos. As ações ocorreram na capital paulista, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e em Guararema, na Região Metropolitana, com a participação de 32 policiais civis.

São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Os investigadores afirmam haver indícios de atuação organizada, com divisão de funções entre os envolvidos.


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