Operação
Avó vendeu três netas para piloto preso por chefiar rede de abuso infantil
Polícia aponta venda de imagens e aliciamento de crianças para piloto detido em Congonhas
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira, 9, uma mulher de 55 anos, foi presa temporariamente sob suspeita de aliciar três netas menores de idade. Segundo a investigação, ela intermediava encontros das vítimas com o piloto e comercializava conteúdos envolvendo as meninas, que teriam 10, 12 e 14 anos quando os abusos começaram.
A ação integra a Operação Apertem os Cintos, que também levou à prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, apontado como principal articulador do esquema.
Outra investigada, uma mulher suspeita de explorar sexualmente a própria filha, de 14 anos, e também comercializar imagens da adolescente para integrantes de uma rede criminosa.
Um post compartilhado por Jornal Extra Alagoas (@extraalagoas)
Segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a investigada produzia e armazenava material com conteúdo sexual envolvendo a filha e vendia por valores que variavam de R$ 50 a R$ 100 para o aviador. A polícia afirma que já identificou ao menos dez vítimas relacionadas ao grupo.
As apurações indicam que o suspeito se aproximava de mulheres adultas sob o pretexto de relacionamento e, posteriormente, tentava convencê-las a facilitar o acesso a crianças e adolescentes de suas famílias.
Além das prisões do piloto e da avó, em caráter temporário, e da detenção em flagrante da mãe investigada, a operação também cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro suspeitos. As ações ocorreram na capital paulista, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e em Guararema, na Região Metropolitana, com a participação de 32 policiais civis.
São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Os investigadores afirmam haver indícios de atuação organizada, com divisão de funções entre os envolvidos.



