Saúde pública
Mpox no Brasil: entenda quais são os riscos da doença
Vírus provoca lesões cutâneas, febre e pode gerar complicações graves
Um terceiro caso de mpox foi confirmado no Brasil, desta vez em Porto Alegre, após duas notificações anteriores em São Paulo ligadas a uma cepa considerada mais agressiva. A doença viral, antes chamada de varíola-dos-macacos, é transmitida principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, inclusive em relações íntimas.
A infecção se manifesta sobretudo na pele, com lesões que evoluem de manchas para bolhas e feridas, podendo deixar marcas. Febre, dores no corpo e aumento dos gânglios linfáticos também são sintomas comuns. Em quadros mais severos, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, a mpox pode causar complicações graves e até fatais.
No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde informou ter identificado uma nova variante recombinante do vírus em circulação no Reino Unido e na Índia, com um caso confirmado em cada país. Os dois pacientes haviam viajado antes da infecção e apresentaram sintomas leves. A cepa combina características dos Clados 1b e 2b e pode estar circulando de forma não detectada, embora ainda seja cedo para determinar seu nível de transmissibilidade ou gravidade.
A mpox pertence à mesma família viral da varíola humana e possui dois principais grupos conhecidos: o Clado 1, historicamente associado a quadros mais graves, e o Clado 2, geralmente mais brando e responsável pela disseminação global registrada em 2022. Apesar da identificação de novas variantes, a avaliação de risco global permanece inalterada, sendo considerada baixa para a população em geral e moderada para grupos com maior exposição. Autoridades de saúde mantêm a vigilância e reforçam a importância do diagnóstico precoce.



