PARALISAÇÃO
Caminhoneiros ameaçam entrar em greve em meio à alta do diesel
Categoria cobra medidas após reajuste anular redução de impostos
Caminhoneiros de diferentes regiões do país ameaçam iniciar uma paralisação nacional nos próximos dias, em protesto contra a alta do diesel e a falta de medidas efetivas para reduzir os custos do transporte.
De acordo com a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a categoria já decidiu pela paralisação, mas ainda articula uma data para o movimento.
A mobilização envolve caminhoneiros autônomos e motoristas contratados, com articulações em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e no Distrito Federal.
Impacto do diesel
Na quarta-feira, 12, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir o preço do diesel, incluindo a zeragem de tributos como PIS e Cofins.
No entanto, na quinta-feira, 13, a Petrobras elevou o valor do combustível nas refinarias em R$ 0,38 por litro.
Segundo a estatal, o aumento foi influenciado pela alta do petróleo no mercado internacional, em meio a tensões no Oriente Médio.
Reivindicações
A categoria cobra medidas que reduzam os custos da atividade e garantam maior previsibilidade, como o cumprimento do piso mínimo do frete, previsto na Lei 13.703/2018, a isenção de pedágio para caminhões sem carga e a fiscalização sobre preços praticados no mercado
Os caminhoneiros afirmam que o custo elevado do diesel, somado à pressão sobre o valor dos fretes, tem tornado a atividade inviável.
Negociações
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha o cenário e mantém diálogo com representantes da categoria, com participação da Casa Civil e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Apesar disso, há insatisfação entre os caminhoneiros, que consideram que as medidas adotadas até agora não tiveram impacto prático.
Sem acordo, a paralisação pode afetar o transporte de cargas em todo o país nos próximos dias.



