Mais pobre do Brasil

Cidade tem 30 carros, não possui supermercado e 93% vivem do Bolsa Família

Município tem apenas seis mil moradores e forte dependência de recursos federais
Por Redação 21/03/2026 - 10:51
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Prefeitura de Itaubal
Economia local com baixo emprego formal (apenas 29 carteiras assinadas em 2026), com grande dependência de recursos públicos
Economia local com baixo emprego formal (apenas 29 carteiras assinadas em 2026), com grande dependência de recursos públicos

Com cerca de apenas seis mil habitantes, a cidade de Itaubal, no interior do Amapá, destaca-se nacionalmente por ser o município brasileiro com o maior índice de moradores beneficiários do Bolsa Família. Localizado próximo a Macapá, sua economia baseia-se na agricultura de subsistência e pecuária. O município tem se destacado pela revitalização da orla e forte dependência de repasses federais.

De acordo com a Revista Oeste, na cidade amapaense 93% dos habitantes são beneficiários do programa governamental de transferência de renda.

Em cerca de seis mil habitantes, segundo a Oeste, apenas 28 pessoas têm emprego de carteira assinada: um emprego formal a cada 215 moradores. A revista ainda aponta outros fatos marcantes sobre Itaubal: há menos de 30 carros circulando e não tem carros nem supermercados, apenas pequenas vendas para a população comprar o básico. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem pouco menos de 80 veículos na cidade amapaense.

Obviamente, o fato de existirem tão poucos trabalhadores formais, além de poucos comércios na cidade, também significam que a cidade tem uma receita muito pequena: são cerca de R$ 900 mil por ano. Ao longo do ano passado, Itaubal recebeu cerca de R$ 54 milhões do governo para sustentar a cidade com mais de 600 servidores ativos na prefeitura.

Para receber o Bolsa Família, as famílias precisam ter uma renda per capita de, no máximo, R$ 218 por mês. Por exemplo: em uma família com sete pessoas, se uma delas recebe um salário mínimo (R$ 1.621), a renda per capita seria de R$ 231, então essa família já não estaria apta a receber o benefício do governo.


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