PM-AL / Arquivo
Denúncia anônima resulta em apreensão de 24 quilos de maconha no Conjunto José Tenório
O consumo de drogas ilícitas no Brasil registrou forte alta nos últimos 11 anos, com crescimento de cerca de 80%, impulsionado principalmente pela maconha. Os dados são do III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
De acordo com a pesquisa, o percentual de brasileiros que já experimentaram alguma droga ilegal passou de 10,3% em 2012 para 18,8% em 2023, aproximando o país de padrões internacionais de consumo.
A maconha lidera esse avanço. O uso ao longo da vida subiu de 6,16% para 14,97%, enquanto o consumo no último ano mais que dobrou, saindo de 2,83% para 5,96%.
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Outras substâncias também apresentaram variações. O uso de cocaína teve crescimento moderado, passando de 3,88% para 5,38% ao longo da vida, mas manteve estabilidade no consumo recente. Já o crack apresentou leve queda, tanto no uso ao longo da vida quanto no último ano.
O levantamento também identificou mudanças no perfil dos usuários. Entre as mulheres adultas, o percentual que já experimentou drogas ilícitas praticamente dobrou, embora os homens ainda liderem os índices gerais de consumo.
A pesquisa foi realizada com 16.608 pessoas com mais de 14 anos, em áreas urbanas e rurais de todo o país, com respostas anônimas.
Os resultados indicam uma mudança no comportamento da população em relação ao uso de drogas no Brasil, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, informação e tratamento.
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