Justiça
Veja a lista de penduricalhos cortados pelo Supremo Tribunal Federal
Corte impõe limite a benefícios e prevê economia bilionária no Judiciário
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, impor restrições ao pagamento de penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público, proibindo benefícios que não estejam previstos em lei federal aprovada pelo Congresso.
A medida estabelece que verbas criadas por leis locais, resoluções ou atos administrativos ficam vedadas imediatamente. Segundo a Corte, a decisão pode gerar economia de cerca de R$ 7,3 bilhões por ano.
Entre os principais benefícios cortados estão:
- auxílio-creche;
auxílio-natalino;
auxílio-combustível;
auxílio-moradia;
auxílio-alimentação;
auxílio-natalidade;
assistência pré-escolar;
indenização por acervo;
licença compensatória por acúmulo de acervo;
licenças compensatórias (como 1 dia de folga a cada 3 trabalhados);
gratificação por exercício em localidade;
gratificação por encargo de curso ou concurso;
indenização por serviços de telecomunicação;
licença remunerada para curso no exterior.
O STF também proibiu a conversão dessas licenças em dinheiro, prática que permitia aumentar a remuneração por meio de verbas indenizatórias.
A decisão cria ainda um limite para os penduricalhos permitidos, que não poderão ultrapassar 35% do salário de ministros da Corte. As novas regras passam a valer a partir da folha de pagamento de maio.
Segundo o STF, a medida é provisória e funcionará como regra de transição até que o Congresso Nacional aprove uma legislação específica sobre o tema.



