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Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir de 1º de abril

Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos
Por Redação 31/03/2026 - 15:49
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Agência Senado
Resolução da CMED estabelece os percentuais máximos de aumento anual, que passam a valer em todo o país
Resolução da CMED estabelece os percentuais máximos de aumento anual, que passam a valer em todo o país

Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir de 1º de abriul, conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:

3,81% para medicamentos com concorrência;
2,47% para medicamentos de média concorrência;
1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

Considerando o aumento do nível médio, este é o menor percentual de ajuste desde 2018. Em 2025, medicamentos do nível 2 tiveram reajuste de 3,83%. Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.

O reajuste anual é uma prática regulada pelo governo, que define um teto máximo de aumento que os laboratórios podem aplicar sobre os preços dos medicamentos. O objetivo é equilibrar a proteção do consumidor contra aumentos abusivos com a necessidade de manter a indústria farmacêutica funcionando, considerando a inflação e os custos de produção.

A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.


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