Violência
Professora mata companheiro com facada durante briga no Paraná
Suspeita afirma que sofria agressões e diz ter agido em legítima defesa
Uma professora foi presa após matar o companheiro com uma facada durante uma discussão na madrugada desta sexta-feira, 10, em Londrina.
A mulher foi identificada como Fernanda Gomes Campano, de 34 anos. A vítima é Maycon Danilo Argman, de 39. Segundo a Polícia Militar, foi a própria suspeita quem acionou a corporação e relatou o ocorrido.
De acordo com as investigações, o casal havia retornado de um bar quando iniciou uma discussão dentro do apartamento. Em depoimento, Fernanda afirmou que o companheiro tentou avançar contra ela para pegar uma chave, momento em que ela o atingiu com uma faca no abdômen.
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Câmeras de segurança registraram a chegada do casal ao prédio pouco antes do crime. Horas depois, a mulher apareceu sozinha, pedindo ajuda a um vizinho. Quando ele entrou no imóvel, a vítima já estava morta.
A defesa da professora, representada pelos advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, afirma que ela agiu em legítima defesa e que era vítima de violência doméstica. Segundo o relato, Fernanda disse ter sido agredida pelo companheiro em outras ocasiões e apresentou imagens de supostas lesões.
Apesar disso, ela optou por não detalhar o motivo do crime em depoimento formal, afirmando que só se manifestará em juízo.
Fernanda trabalhava como professora temporária na rede municipal. A prefeitura informou que o contrato será encerrado. Ela permanece presa na Cadeia Pública de Londrina, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Manifestação da defesa
"A defesa de Fernanda Gomes Campano informa que o trágico ocorrido na madrugada desta sexta-feira, em Londrina, foi um ato de sobrevivência diante de um histórico de violência doméstica.
Fernanda agiu em legítima defesa para repelir uma agressão física iminente iniciada pelo então companheiro.
A defesa confia que o Judiciário aplicará o Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ, reconhecendo que estamos diante de uma mulher que lutou para não se tornar mais uma estatística de feminicídio."



