Esquema bilionário

Justiça volta a decretar prisão de MC Ryan, Poze e criador da Choquei

Mais cedo, STJ havia revogado prisão dos 3 e de outros envolvidos, que não chegaram a ser soltos
Por Redação 23/04/2026 - 21:20
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Reprodução/Redes sociais
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da página Choquei voltam a ter prisão decretada pela Justiça Federal após novo pedido da Polícia Federal
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da página Choquei voltam a ter prisão decretada pela Justiça Federal após novo pedido da Polícia Federal

A Justiça Federal voltou a decretar a prisão de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, investigados por envolvimento em um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

A decisão foi tomada na tarde de quinta-feira, 23, pela 5ª Vara Federal de Santos, após pedido da Polícia Federal. Segundo os investigadores, novas análises de provas indicaram risco de continuidade das atividades criminosas.

Mais cedo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido habeas corpus aos investigados, considerando irregular o prazo de 30 dias da prisão temporária decretada anteriormente. No entanto, com o avanço das investigações, a Polícia Federal solicitou a conversão da medida em prisão preventiva, que não possui prazo determinado.


De acordo com a Polícia Federal, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilegais, como bets clandestinas, rifas ilegais, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior.

Os investigados haviam sido presos temporariamente no dia 15 de abril, durante a Operação Narco Fluxo.

Após a nova decisão judicial, 36 investigados tiveram a prisão convertida em preventiva, enquanto três passaram para prisão domiciliar.

A defesa de MC Ryan SP afirmou que o novo pedido de prisão feito pela Polícia Federal causa “perplexidade” e questionou o fato de a medida não ter sido solicitada anteriormente.

Já os advogados de MC Poze do Rodo e de Raphael Sousa Oliveira também criticaram a decisão e afirmaram que irão recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao STJ e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo as defesas, a decisão judicial não apresenta fundamentos individualizados suficientes para justificar a prisão preventiva.

As investigações que levaram à Operação Narco Fluxo começaram após a análise de arquivos armazenados no iCloud de um contador investigado em operações anteriores da Polícia Federal, incluindo a Operação Narco Bet e a Operação Narco Vela, deflagradas em 2025.

Segundo a Polícia Federal, os documentos revelaram indícios de uma estrutura complexa de movimentação financeira ligada ao grupo.


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