ENTENDA

Advogada presa após criticar delegado nas redes sociais cobra punição

Policial foi transferido depois do caso ocorrido em Cocalzinho de Goiás
Por Redação 24/04/2026 - 20:15
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Reprodução
Advogada Áricka Rosália Alves Cunha foi presa após criticar arquivamento de BO nas redes sociais
Advogada Áricka Rosália Alves Cunha foi presa após criticar arquivamento de BO nas redes sociais

A advogada Áricka Rosália Alves Cunha afirmou que espera punição para o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, responsável por prendê-la após ela reclamar nas redes sociais do arquivamento de um boletim de ocorrência.

O caso aconteceu em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O delegado acabou transferido para Águas Lindas de Goiás após a repercussão da prisão.

Em entrevista nesta sexta-feira, 24, a advogada criticou a atuação do policial e disse esperar responsabilização. “Espero que ele seja severamente punido”, declarou.


Áricka foi presa na quarta-feira, 15, depois de publicar nas redes sociais críticas ao arquivamento de um boletim de ocorrência que havia registrado.

Segundo o delegado, ela foi autuada por desacato e também teria cometido os crimes de difamação e desobediência.

A advogada foi liberada poucas horas depois mediante pagamento de fiança de R$ 10 mil.

Um parecer do Ministério Público apontou ilegalidade na prisão e citou “vícios insanáveis” na atuação do delegado.

No documento, o órgão destacou que não havia situação de flagrante que justificasse a prisão pelo crime de difamação.

Diante disso, o Ministério Público pediu:

o relaxamento da prisão em flagrante;
a devolução integral da fiança paga;
o arquivamento do inquérito policial;
a restituição de um celular apreendido de uma testemunha.
Advogada precisou de atendimento médico

Após os acontecimentos, Áricka afirmou que passou mal e precisou procurar atendimento médico nesta sexta-feira, 24. Ela foi atendida no Hospital Municipal Jair Paiva, onde recebeu medicação e depois foi liberada. “Meu corpo sentiu toda a situação”, disse.

A advogada contou ainda que chegou a sair temporariamente da cidade após suspeitar que sua casa estaria sendo monitorada por drones.

A situação começou no fim de março, quando a advogada liderou uma mobilização de moradores para pedir serviços de tapa-buraco na cidade.

Depois de divulgar a iniciativa nas redes sociais, ela recebeu um comentário ofensivo de um internauta e registrou um boletim de ocorrência.

No dia 26 de março, o delegado determinou o arquivamento provisório do caso, alegando falta de policiais na delegacia para investigar a denúncia.

Insatisfeita, Áricka pediu o desarquivamento e publicou nas redes sociais os documentos relacionados ao processo. Após as postagens, o delegado foi até o escritório da advogada e realizou a prisão por desacato.



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