meio ambiente

Chegada do fenômeno climático El Niño é oficialmente confirmada

Fenômeno deve se intensificar para um nível moderado ou forte, aponta Noaa
Por Redação 11/06/2026 - 13:01
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Agência Brasil
Enchente no Rio Grande do Sul
Enchente no Rio Grande do Sul

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa) confirmou, nesta quinta-feira (11), o início do El Niño. Segundo a agência americana, o fenômeno climático deve se desenvolver para um nível moderado ou forte. A informação inicial foi publicada na Folha.

O El Niño é um acontecimento natural na natureza e é caracterizado pelo aquecimento, acima da média, da superfície do oceano Pacífico, perto da linha do Equador. Sua atividade pode influenciar eventos climáticos extremos. O fenômeno tem relação com os ventos alísios, que usualmente empurram águas quentes em direção a Ásia. Há anos, porém, aponta a Noaa, que tais ventos se enfraquecem. Esses são os anos de El Niño.


Há ainda um outro fenômeno associado, a La Niña. Ainda segundo a Noaa, esse segundo acontecimento se dá quando os alísios se tornam mais intensos do que o normal. O fenômeno se caracteriza, com isso, pela superfície da água mais fria do que a média histórica.

A confirmação já era esperada por meteorologistas, depois de meses de aquecimento gradual no Pacífico e de projeções indicando alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda no primeiro semestre de 2026.

Em maio, a NOAA apontava 82% de chance de formação do El Niño nos meses seguintes. Agora, a discussão já NÃO é mais se o fenômeno vai ocorrer, mas qual será sua intensidade. No boletim divulgado nesta quinta-feira, a agência confirmou que ele está estabelecido e indicou 63% de probabilidade de que se torne muito forte, com potencial para entrar no grupo dos maiores eventos registrados desde 1950.

Como afeta o Brasil

Segundo nota técnica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o El Niño deste ano pode reduzir o volume de chuvas na amazônia. Isso pode levar a um aumento no risco de fogo no bioma.

Por esse motivo, Flávio Dino, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), a intimar a União e os estados parte da amazônia e do pantanal a informar o planejamento e os preparativos frente ao aumento do risco de incêndios florestais.

Enquanto o Norte e Nordeste usualmente ficam com menos chuvas, anos de El Niño costumam ter maior volume de precipitação no Sul do Brasil.

A região Centro-Oeste costuma ter temperaturas mais elevadas, aumentando também o risco de fogo.

Já no Sudeste, anos de El Niño costumam registrar aumento da temperatura média, especialmente na primavera e verão, mais chuvas no sudeste de São Paulo, centro-sul do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, e redução de precipitação em áreas mais ao norte. Também podem ocorrer secas na região, o que varia de acordo com a intensidade do fenômeno.


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