tragédia

Mulher morre após ser operada por engano no lugar de outra paciente

Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, faleceu apenas três dias após o procedimento no hospital
Reprodução EPTV
Jandira faleceu após ser operada no lugar de outra paciente
Jandira faleceu após ser operada no lugar de outra paciente

Uma mulher de 76 anos morreu em Campinas (a 93 km de São Paulo) após ser submetida a uma cirurgia no lugar de outra paciente. O caso aconteceu em junho no hospital particular Beneficência Portuguesa e foi levado a público nesta semana pela família. A informação é da Folhapress.

Em nota, a instituição reconheceu o erro e afirma que abriu uma sindicância para apurar o caso, que terminou com a demissão dos profissionais envolvidos. A vítima é Jandira Marina Dias Braga, que inicialmente fora internada para tratar uma obstrução intestinal causada pela recidiva de um câncer no cólon. De acordo com os familiares, os médicos ainda definiriam o tratamento a ser aplicado à idosa quando de repente ela foi levada para o centro cirúrgico sem explicações.

Jandira passou por um procedimento para receber uma sonda no estômago na noite de 8 de junho. No dia seguinte, começou a ter problemas relacionados à intervenção. Segundo a família, que falou sobre o caso ao portal G1 e nas redes sociais, o erro foi percebido ainda no dia 8, durante a troca de plantão das equipes do hospital. Os profissionais notaram que a paciente apta à cirurgia continuava em uma enfermaria, embora os registros apontassem que ela já havia passado pela operação, diz a matéria.

Funcionários do hospital então verificaram a pulseira de identificação da paciente e perceberam o erro. Os familiares dizem que, na sequência, a direção do hospital os reuniu e afirmou que, em um acontecimento raro no hospital, Jandira havia sido submetida por engano a uma cirurgia, no lugar de outra pessoa, mas que ficaria bem. Disseram ainda que o procedimento seria útil pois possibilitaria a drenagem dos fluídos associados à obstrução intestinal.

No dia 9 de junho, porém, Jandira apresentou vômito, taquicardia e sinais de sepse – infecção generalizada que, quando adquirida em ambiente hospitalar, costuma estar associada a procedimentos invasivos que dão margem a riscos como infecções.

O quadro da paciente se agravou, com confusão mental, queda de saturação do oxigênio e alteração do ritmo cardíaco, e a equipe levantou a hipótese de sepse e tromboembolismo. Jandira foi então transferida para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas morreu na noite de 11 de junho.

Em nota à Folhapress, a Beneficência Portuguesa de Campinas lamentou a morte de Jandira e se solidarizou com a família da vítima. O hospital afirmou que, “diante da ocorrência, adotou imediatamente as medidas cabíveis, pautando sua atuação pela transparência, com comunicação tempestiva e acolhimento aos familiares envolvidos”.

“A instituição ressalta que possui um sistema de gestão da qualidade consolidado e adota rigorosamente os protocolos de segurança do paciente, sendo certificada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) – nível 2. As apurações internas evidenciaram que o evento decorreu do descumprimento desses protocolos por parte dos profissionais diretamente envolvidos. Tão logo os fatos foram identificados, foi instaurado procedimento de sindicância interna, ao término do qual foi deliberado o desligamento dos profissionais envolvidos, efetivado em 15 de junho de 2026”, diz a nota.


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