Política
Ministro Fachin separa julgamentos de Moraes e Mendonça no STF
Sessão plenária na próxima terça será dedicada ao relatório da Polícia Federal envolvendo Moraes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que os casos envolvendo ele e o ministro André Mendonça fossem julgados em conjunto.
Fachin manteve para a próxima terça-feira (15) a sessão plenária extraordinária para analisar o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e marcou para 23 de setembro a análise das acusações de parcialidade contra Mendonça, relator do caso na Corte.
A decisão foi publicada em despacho após uma intensa “guerra de ofícios” entre ministros ao longo da sexta-feira, aprofundando a crise institucional que o STF enfrenta em torno das investigações sobre o Master.
Fachin nega julgamento conjunto
Em despacho publicado na manhã deste sábado, Fachin concluiu que o pedido de Moraes “não comporta deferimento no atual estágio processual”. O argumento central foi processual: os dois casos têm, segundo o presidente do STF, “contornos e objetos bem delineados”, o que permite e justifica a análise em momentos distintos.
A sessão de terça-feira (15) ficará dedicada exclusivamente à Petição 16.662, que concentra o relatório da PF com as mensagens de Vorcaro a Moraes. Já a Petição 16.704, que reúne as apurações sobre a conduta de Mendonça na relatoria do caso Master e do esquema de fraudes no INSS, foi pautada para 23 de setembro.
Fachin apontou que a instrução preliminar da Petição 16.662 estaria concluída antes da sessão de terça, com prazo para manifestações encerrando-se na segunda-feira (14). A Petição 16.704, por outro lado, ainda tem prazos abertos para colheita de informações que vencem depois da sessão extraordinária, o que, segundo ele, inviabiliza a apreciação simultânea. O presidente do STF indicou ainda que analisará “oportunamente” o pedido de Moraes para que todos os membros da magistratura citados nos procedimentos do caso Master sejam intimados a prestar informações.



