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Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF revogação de prisão preventiva

Advogados alegam que investigação está paralisada após pedido de vista de Flávio Dino
Reprodução
Daniel Vorcaro, do Banco Master
Daniel Vorcaro, do Banco Master

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do empresário, investigado por suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.

No pedido, os advogados argumentam que as investigações da Operação Compliance Zero estão paralisadas após o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino na sessão plenária de terça-feira, 15. Na ocasião, os ministros analisavam a possibilidade de abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a defesa, os processos relacionados à operação ficaram no gabinete de Fachin após serem enviados pelo relator do caso, André Mendonça. Os advogados afirmam que Vorcaro não pode permanecer preso por tempo indeterminado enquanto há um impasse no Supremo sobre a condução das investigações.

A defesa também afirma que o ex-banqueiro está preso há mais de 90 dias sem que o STF analise um recurso apresentado pela soltura. “A própria definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista”, diz a petição.

Daniel Vorcaro está preso desde novembro de 2025. Atualmente, ele está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde funciona uma área destinada a presos especiais conhecida como “Papudinha”.

A prisão ocorreu no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo o antigo Banco Master e possíveis fraudes financeiras.

Crise no STF

O caso também provocou um conflito entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Mendonça levantou o sigilo de um relatório da operação que contém mensagens atribuídas a Vorcaro e pediu ao plenário autorização para o prosseguimento de uma investigação envolvendo Moraes.

Moraes, por sua vez, divulgou um documento atribuído à Polícia Federal que questiona a condução das investigações por Mendonça. O relatório não é assinado, nem possui timbre da corporação e traz a indicação de que as análises não têm valor probatório.

Moraes também pediu que Mendonça seja investigado por supostos crimes e irregularidades. O pedido chegou a ser incluído na pauta do plenário de 23 de setembro, mas foi retirado por Fachin. Ainda não há nova data para a análise.


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