ALAGOAS
Prefeitos querem plano para garantir 2° dose da vacinação

O Ministério da Saúde reduziu o quantitativo de vacinas contra o coronavírus para Alagoas, situação que está obrigando municípios a prorrogarem de 21 para 28 dias a aplicação da segunda dose.
Nesta segunda-feira, prefeitos e gestores da saúde estiveram reunidos virtualmente com o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, e definiram que vão propor à Sesau e ao Cosems (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde) que divulguem uma nota técnica oficial para acalmar a população sobre a eficácia da vacina com o adiamento da vacinação.
Hugo Wanderley reconhece que é muito difícil para o Estado e os municípios cumprirem o que foi pactuado, se o governo federal não dá transparência ao quantitativo de doses dos imunizantes existente no país. Diante da atual situação, Wanderley defende uma repactuação e um novo plano de vacinação para todos os municípios.
“Se há falta de vacinas, até para D2 (2°dose), não se pode avançar,” diz o presidente da AMA. O momento é de tomar medidas conjuntas para garantir a segunda dose para os que já foram vacinados.
O presidente do Cosems, Rodrigo Buarque informou que nesta terça-feira, 27, o Conasems vai discutir o atraso nas remessas com o Ministério da Saúde para emitir uma nota oficial sobre o encaminhamento das novas fases do programa de imunização.
Hoje, a principal dúvida é com relação a garantia da coronavac para segunda dose, devido a falta de insumo para produção. A pressão sobre os gestores tem sido grande, segundo a AMA. Com relação a Astrazeneca, o coordenador Herbert Charles, da Sesau, garantiu a entrega das doses para conclusão da vacinação para os quilombolas.
Prefeitos e secretários municipais reconhecem a transparência que está sendo dada pela Sesau, mas consideram importante uma nova avaliação dos quantitativos existentes e a uma resolução SIB tendo em vista a grande pressão que os prefeitos estão sofrendo.