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João Caldas vê projeto presidencial do DC perder força, avalia jornalista
Pré-candidaturas não conseguiram romper a barreira de baixa intenção de voto
O jornalista Célio Gomes avaliou que a estratégia do ex-deputado federal João Caldas, presidente nacional do Democracia Cristã (DC), de lançar uma candidatura própria à Presidência da República em 2026 não apresentou os resultados esperados. Em artigo publicado nesta quarta-feira , 9, o colunista do Cada Minuto afirma que o projeto eleitoral do partido perdeu força após o baixo desempenho dos nomes apresentados para a disputa.
Segundo a análise de Célio Gomes, a primeira aposta de João Caldas foi o ex-ministro Aldo Rebelo, lançado no início do ano como alternativa à polarização política nacional. No entanto, o jornalista observa que a pré-candidatura não conseguiu ganhar tração nas pesquisas de intenção de voto, permanecendo em torno de 1% ou, em alguns levantamentos, sem sequer registrar pontuação.
Ainda de acordo com o jornalista, diante desse cenário, João Caldas passou a defender um novo nome para representar o partido: o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. A mudança, porém, provocou reação de Aldo Rebelo, que questionou a substituição na Justiça, dando início a uma disputa interna.
Na avaliação de Célio Gomes, a troca de pré-candidato também não produziu os efeitos esperados. O jornalista afirma que Joaquim Barbosa igualmente não conseguiu ampliar sua presença nas pesquisas e permaneceu com índices reduzidos de intenção de voto, semelhantes aos registrados anteriormente por Rebelo.
O articulista também observa que, apesar de Joaquim Barbosa ter criado perfis nas redes sociais e sinalizado disposição para disputar a Presidência, ainda não confirmou oficialmente sua candidatura. Enquanto isso, João Caldas declarou, em entrevista à revista CartaCapital, que o partido não trabalha com uma terceira alternativa e que a candidatura do DC seria "Barbosa ou Barbosa".
Para Célio Gomes, o cenário se torna ainda mais desafiador diante da proximidade do período das convenções partidárias, quando as candidaturas deverão ser oficializadas. O jornalista destaca que o Democracia Cristã ainda não apresentou alianças políticas nem definiu um eventual candidato a vice-presidente.
Ao concluir sua análise, Célio Gomes afirma que a combinação do impasse judicial envolvendo Aldo Rebelo, da indefinição de Joaquim Barbosa e da falta de estrutura política do partido indica que o projeto presidencial conduzido por João Caldas enfrenta dificuldades para se consolidar, classificando a iniciativa como uma estratégia que, até o momento, não alcançou os resultados pretendidos.



