Eleições 2026

Flávio Bolsonaro nega que trocará Gaspar como vice-presidente

Senador diz que denúncias contra deputado é uma farsa articulada pelo PT
Divulgação
Alfredo Gspar no momento em que foi anunciado como vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro
Alfredo Gspar no momento em que foi anunciado como vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, negou nesta terça-feira, 11, que trocará o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu vice de chapa e chamou de farsa as acusações de estupro contra o deputado. Ele fez uma defesa pública do aliado, que passou a ser alvo de questionamentos após suspeitas envolvendo uma acusação de estupro de vulnerável e de desvios de emendas parlamentares. 

O senador afirmou ter “confiança” no deputado, a quem classificou como uma “pessoa preparada” e “de coragem”. Gaspar é alvo de um procedimento no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado a uma acusação de estupro de vulnerável, que ele nega. Flávio atribuiu os questionamentos sobre Gaspar à atuação do deputado nas investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

“Essa farsa que foi montada contra o Alfredo foi exatamente no momento em que ele estava defendendo os aposentados, roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão. Foi feito isso contra ele, a pessoa do bem, uma pessoa preparada, da área da segurança pública”, declarou a jornalistas, antes de encontro com os candidatos do PL ao Senado, em uma casa em Brasília. Os candidatos, que estavam perto, começaram, então, a gritar o nome de Gaspar, como demonstração de apoio.

Durante a entrevista, Flávio reafirmou que o PL já definiu apoio a 47 candidatos ao Senado em todo o Brasil. Segundo ele, a composição dará “uma capilaridade gigantesca” à candidatura presidencial.

Gaspar entra na chapa de Flávio com um histórico de episódios controversos, acusações pendentes e atuação política seletiva. O deputado relatou a proposta que suspendeu a ação penal contra Alexandre Ramagem, votou por medidas de anistia e redução de penas a aliados de Bolsonaro.

Gaspar também passou por desgaste na CPMI do INSS. Relator da comissão, apresentou um documento com mais de quatro mil páginas e 216 pedidos de indiciamento, mas o texto foi rejeitado por 19 votos a 12. Com isso, a CPMI terminou sem aprovar relatório final.

O ponto mais criticado foi o pedido de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Gaspar alegou haver indícios de evasão porque ele havia viajado para a Espanha. Reportagem do UOL apontou, porém, que Fábio Luís já residia em Madri e havia retornado ao Brasil no fim do ano anterior, o que enfraquecia a tese de fuga.

A rejeição do relatório reforçou a acusação de que Gaspar conduziu a relatoria com viés político. Dois dias antes da votação do relatório, ele havia trocado o União Brasil pelo PL a convite de Flávio Bolsonaro e assumido o comando estadual do partido em Alagoas.


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