Eleições 2026
Polícia Legislativa nega escolta para Alfredo Gaspar na campanha
Candidatura a vice-presidente não se enquadra nos requisitos para concessão da escolta
A Polícia Legislativa da Câmara negou pedido do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, para fazer a segurança do parlamentar alagoano durante a campanha eleitoral.
Segundo apurou a coluna Igor Gadelha, Gaspar fez o pedido à Polícia Legislativa da Câmara alegando que precisava de escolta justamente em razão de sua candidatura a vice-presidente da República nas eleições de 2026.Com o pedido, o deputado tentou seguir o exemplo do próprio Flávio, que recusou a segurança oferecida pela Polícia Federal (PF) e optou por ser protegido pela Polícia Legislativa do Senado na campanha.
Flávio recusou o efetivo da PF por desconfiança na gestão do órgão e receio de vazamento de dados estratégicos. Segundo ele, a inteligência da Polícia do Senado registrou um salto expressivo de ameaças e conteúdos de risco contra ele. Por isso, o esquema de proteção foi redobrado com uso permanente de colete balístico e triplicação do efetivo em agendas públicas.
A recusa da proteção da Polícia Federal pelo candidato à Presidência provocou reações até mesmo entre aliados. O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, afirmou que a PF possui tradição e estrutura específica para a proteção de dignitários e avaliou que abrir mão desse aparato representa um risco.
No caso de Gaspar, o deputado não teria, em tese, direito à proteção da PF. A corporação informou que fornece proteção apenas aos cabeças das chapas à Presidência, sem incluir os vices.
O indeferimento foi confirmado à coluna Igor Gadelha pela assessoria de imprensa da Casa Legislativa.
Em nota, a Câmara explicou que a candidatura a vice-presidente, principal argumento usado por Gaspar para formular o pedido, não se enquadra nos requisitos para concessão de escolta a deputados.
“A proteção pessoal dos deputados pelo Departamento de Polícia Legislativa segue as normas do Ato da Mesa nº 213/2025, que disciplina as circunstâncias de risco pertinentes ao exercício do mandato parlamentar, à atuação institucional ou às funções por eles desempenhadas perante a Câmara dos Deputados.
A candidatura ao cargo de vice-presidente da República, apresentada pelo deputado Alfredo Gaspar como motivação para o pedido de acompanhamento de equipe durante toda a campanha, não se enquadra às normas estabelecidas pelo Ato.



