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Yale Barbosa Fernandes foi indicado para disputar o cargo de vice-governador na chapa de Renan Filho nas eleições de 2026
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) a impugnação do registro de candidatura de Yale Barbosa Fernandes, candidato a vice-governador na chapa de Renan Filho (MDB). A Procuradoria questiona se o político se afastou dos cargos que ocupava na Prefeitura de Arapiraca dentro dos prazos exigidos pela legislação eleitoral. O MDB, no entanto, contesta os questionamentos e afirma que a desincompatibilização ocorreu regularmente.
A dúvida apresentada pelo MPE envolve a passagem de Yale por dois cargos na Prefeitura de Arapiraca. Segundo a Procuradoria, ele ocupava uma função de secretário executivo ligada ao Gabinete do Prefeito e, posteriormente, passou a exercer o cargo de assessor técnico especial.
O MPE afirmou não ter localizado no Diário Oficial dos Municípios de Alagoas as publicações dos atos de exoneração apresentados pelo candidato. A Procuradoria também encontrou registros públicos em que Yale continuava sendo apresentado como secretário de Governo.
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Entre os exemplos citados estão participações em transmissões oficiais do São João de 2026, nas quais Yale teria sido apresentado como secretário e como um dos responsáveis pela organização do evento. A Procuradoria também mencionou uma reunião institucional realizada em julho, depois da data em que ele teria deixado o cargo de assessor técnico especial.
Esses registros levaram o MPE a pedir esclarecimentos à Prefeitura de Arapiraca para verificar se o afastamento das funções públicas ocorreu efetivamente dentro dos prazos eleitorais.
MDB apresenta outra versão
O MDB afirma que a situação é diferente da apresentada na impugnação. Segundo o partido, Yale deixou o cargo de secretário em 1º de abril, antes do prazo de seis meses exigido para a disputa, que terminaria em 4 de abril.
Depois disso, ele teria assumido o cargo de assessor técnico especial e sido exonerado em 30 de junho. Nesse caso, o prazo de desincompatibilização de três meses terminaria em 4 de julho. Portanto, segundo o MDB, o afastamento também ocorreu antes da data-limite.
A legenda afirma que os desligamentos foram formalizados pelas portarias GP nº 311/2026 e GP nº 855/2026, além de constarem nos registros funcionais e de remuneração da Prefeitura de Arapiraca.
De acordo com o partido, os dados do Portal da Transparência mostram Yale como secretário somente até março, como assessor a partir de abril e, depois da exoneração definitiva, com remuneração zerada em julho.
Para o MDB, o fato de Yale ter sido chamado de “secretário de Governo” em eventos não significa que ele continuasse ocupando o cargo. A legenda afirma que essa identificação pode ter ocorrido por terceiros e não comprova o exercício da função.
“Não houve permanência irregular em cargo público nem descumprimento de prazo. Tudo foi corretamente formalizado e documentado, e a regularidade será confirmada pela Justiça Eleitoral”, afirmou o MDB.
O que será analisado
O MPE pediu que a Prefeitura de Arapiraca apresente documentos e provas das publicações oficiais dos atos de nomeação e exoneração. A partir desses elementos, a Justiça Eleitoral deverá analisar se Yale realmente deixou as funções dentro dos prazos estabelecidos.
Caso seja constatado que a desincompatibilização ocorreu fora do período previsto pela legislação, o MPE pediu o reconhecimento da inelegibilidade e o indeferimento do registro da candidatura de Yale.
Até o momento, portanto, a impugnação representa um questionamento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, e não uma decisão definitiva sobre a candidatura. O MDB sustenta que os documentos comprovam o afastamento regular e que Yale está apto a disputar o cargo de vice-governador.
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