Eleições 2026

Campanhas ao Congresso já receberam R$ 2,2 bilhões

Disputa pela Câmara concentra R$ 1,9 bilhão; recursos públicos bancam mais de 96% do valor
TSE/Comunicação
Sede do TSE em Brasília
Sede do TSE em Brasília

A um mês do primeiro turno, as campanhas para a Câmara e o Senado já declararam cerca de R$ 2,2 bilhões em recursos recebidos. O dinheiro chegou a 4.997 candidaturas aos dois cargos, segundo levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compilados pela plataforma 72Horas até esta quinta-feira, 3. 

Na disputa pela Câmara, 4.785 dos 7.759 candidatos já declararam algum recebimento. Para o Senado, são 212 de 320. Somadas, as duas disputas concentram cerca de dois terços dos R$ 3,38 bilhões que já entraram nas campanhas para todos os cargos. Deputados e senadores serão escolhidos em 4 de outubro.

O Fundo Eleitoral é de longe a principal fonte de financiamento da campanha. Considerados todos os cargos, R$ 3,03 bilhões dos R$ 3,38 bilhões declarados até agora vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Outros R$ 108,9 milhões saíram do Fundo Partidário. Juntos, os dois fundos públicos respondem por 92,9% dos recursos registrados. Os demais 7% incluem doações de pessoas físicas, financiamento coletivo e recursos dos próprios candidatos.

PL e PT têm as maiores fatias do Fundo Eleitoral

O PL recebeu a maior cota do FEFC, R$ 881,7 milhões, equivalente a 17,8% do fundo. O PT vem em seguida, com R$ 615,4 milhões (12,4%), e o União Brasil ocupa a terceira posição, com R$ 526,2 milhões (10,6%). Juntas, as três legendas concentram 40,8% de todo o Fundo Eleitoral de 2026.

A divisão não é igual entre os partidos. Apenas 2% do fundo são repartidos igualmente entre as legendas registradas. Outros 35% levam em conta os votos obtidos para a Câmara na eleição anterior, 48% dependem do tamanho das bancadas na Câmara e 15%, das bancadas no Senado. Depois de receber sua cota, cada partido define os critérios internos de distribuição entre suas candidaturas.

O Fundo Partidário funciona de maneira diferente. É uma verba pública permanente, usada para manter as legendas e que também pode financiar campanhas. Por isso, não há uma cota eleitoral fechada de R$ 4,96 bilhões nos mesmos moldes do FEFC.


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