caso master
"Criaram um banqueiro ladrão e eu transformei ele em prisioneiro”, diz Lula
Ao discursar, presidente afirmou que a escolha eleitoral, na avaliação dele, “não é difícil”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, usou o discurso no ato de campanha realizado nesta quinta-feira, 24, em Maceió, para estabelecer um contraste entre seu governo e a administração anterior, principalmente ao tratar das fraudes envolvendo aposentados e do caso Banco Master.
Ao discursar na Praça Marechal Deodoro, Lula afirmou que a escolha eleitoral, na avaliação dele, “não é difícil” e disse que o eleitor teria de decidir entre quem, segundo ele, permitiu a formação de uma “quadrilha” no INSS e quem atuou para prender os envolvidos.
“Tem que escolher entre alguém que montou uma quadrilha no INSS ou quem prendeu a quadrilha, que fomos nós”, declarou.
Lula afirmou ainda que o esquema teria sido iniciado em 2019 e disse que seu governo atuou para interromper as irregularidades e ressarcir aposentados prejudicados. Segundo o presidente, cerca de R$ 3 bilhões já haviam sido pagos a aproximadamente 5 milhões de beneficiários.
Em declarações recentes, Lula já havia apresentado números próximos, afirmando que aproximadamente R$ 3,5 bilhões foram devolvidos a mais de 5 milhões de aposentados.
O presidente também voltou a citar Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Lula afirmou que o governo anterior teria criado as condições para que Vorcaro se tornasse banqueiro e contrapôs essa situação à prisão do empresário.
"Criaram um banqueiro ladrão e eu transformei ele em prisioneiro”, afirmou Lula durante o discurso.
A associação entre Vorcaro e o governo anterior já vinha sendo explorada por Lula na campanha. Em atos realizados nas últimas semanas, o presidente afirmou que Vorcaro se tornou banqueiro durante o governo Bolsonaro e repetiu que sua administração atuou para prendê-lo.
Ao falar sobre sua própria trajetória, Lula também recorreu à origem sindical e afirmou que sua experiência permitia compreender as necessidades da população.
As declarações foram feitas durante o ato político realizado no Centro de Maceió, que reuniu aliados locais da candidatura presidencial de Lula na reta final da campanha para o primeiro turno.



