história
Mais de 64 mil alagoanos votaram pela volta da Monarquia em plebiscito
Consulta realizada há 33 anos perguntou aos brasileiros se o país deveria continuar como República
Há 33 anos, os eleitores de Alagoas participaram de uma das votações mais incomuns da história recente do país. Em 21 de abril de 1993, os brasileiros foram às urnas para decidir, em plebiscito, se o Brasil deveria continuar sendo uma República ou voltar a adotar a Monarquia como forma de governo.
Em Alagoas, 64.326 eleitores votaram pela restauração da Monarquia, enquanto 414.747 escolheram a República. Considerando apenas os votos válidos dados às duas alternativas, a opção monárquica recebeu cerca de 13,4%, contra aproximadamente 86,6% da República.
O eleitorado alagoano naquele plebiscito era formado por *1.041.236 pessoas. Ao todo, 715.884 compareceram às urnas, enquanto 325.352 não votaram, o equivalente a uma abstenção de 31,25%. Na votação sobre a forma de governo, também foram registrados 94.461 votos em branco e 142.350 votos nulos.
Quando todos os votos depositados nas urnas são considerados, e não somente aqueles dados à República ou à Monarquia, a opção monárquica representou 8,99% do total em Alagoas. A República recebeu 57,93%, enquanto votos brancos e nulos somaram pouco mais de 33%.
A votação também perguntou qual sistema de governo deveria funcionar no país. Em Alagoas, o presidencialismo recebeu 392.295 votos, enquanto o parlamentarismo ficou com 110.664. Assim, além de rejeitar a volta da Monarquia, a maioria dos alagoanos que participou da consulta optou pela continuidade do modelo presidencialista.
O plebiscito havia sido previsto pela Constituição Federal de 1988 e colocou novamente em discussão uma forma de governo derrubada no Brasil mais de um século antes, em 1889. Pela proposta levada às urnas em 1993, uma eventual vitória monarquista significaria a implantação de uma Monarquia constitucional, e não a restauração do modelo político existente durante o Império brasileiro.



