ESCRAVIDÃO EM ALAGOAS
Nivaldo Jatobá responde agora por trabalho escravo
Currículo do usineiro acumula nove infrações trabalhistas, dívidas com a União, uso de verba da Eucação na própria empresa e acusação de assassinato
O usineiro Nivaldo Jatobá - um dos homens mais ricos de Alagoas - terá de sentar no banco dos réus. Desta vez, ele foi indiciado pela Polícia Federal pela prática de trabalho escravo e redução dos direitos trabalhistas. Os agentes da PF flagraram cerca de 50 trabalhadores na colheita do coco na fazenda Gunga - próximo à praia do Gunga - na cidade de Roteiro.
O flagra foi feito em maio do ano passado e o inquérito tem dois volumes, com quinhentas páginas. A consequência disso é que o usineiro pode nunca mais disputar uma eleição - se a Justiça Federal condená-lo pela prática. Será considerado ficha-suja.
Nivaldo Jatobá pode ainda perder as terras da fazenda. Pela Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo (PEC), aprovada em 22 de maio pela Câmara dos Deputados - terras onde forem constatadas a prática de trabalho escravo - ou situação análoga - serão desapropriadas.
Além de Jatobá, foi indiciado o responsável pela colheita do coco, José Pedro Ferreira, como aliciador dos trabalhadores.
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