Polícia

Advogado diz que jovem que matou amigo continua 'em choque'

“Ele ainda não voltou à escola e vai passar por acompanhamento psicológico para retornar às atividades do dia a dia", disse Cláudio Vieira
Por 19/02/2013 - 14:57
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Advogado diz que jovem que matou amigo continua 'em choque'

A brincadeira com arma de fogo que matou o estudante Lucas Lins Barros, de 16 anos, também provocou danos profundos na família do jovem responsável pela morte. L. J. H. tem a mesma idade do amigo que morreu após ser baleado e deve levar tempo para se recuperar do trauma causado pelo que afirma ter sido um acidente, na noite do último dia 9.

O rapaz voltou a prestar depoimento sobre o caso na manhã desta terça-feira (19) e, de acordo com o advogado Cláudio Vieira, ainda está “chocado” com o que aconteceu. “Ele ainda não voltou à escola e vai passar por acompanhamento psicológico para retornar às atividades do dia a dia”, disse o advogado.

L. J. H. chegou por volta das 9h20 à 1ª Vara Criminal da Capital da Infância e Juventude, acompanhado dos pais e do advogado, e entrou diretamente para a sala da promotora Ilda Regina Plácido, onde foi ouvido. Nem o jovem, nem a família quiseram falar com a imprensa. A promotora Ilda Regina também se limitou a informar que o caso corre em segredo de Justiça e que, por isso, não concederia entrevistas.

O único que aceitou sair da sala para comentar o assunto foi o advogado de defesa do rapaz. Cláudio Vieira afirmou que L. mantém a versão de que o tiro que matou Lucas Barros foi acidental, disparado durante uma brincadeira com o revólver pertencente ao pai, no apartamento onde mora.

“Tem sido tudo retilíneo, com testemunhas que confirmam todo o depoimento, inclusive que ele mesmo socorreu o amigo com a ajuda do porteiro do prédio, chamaram o Samu e o levaram ao hospital”, afirma o advogado.

Ainda segundo os relatos do jovem, a arma que matou o amigo estava em uma maleta com segredo guardada em um armário no quarto do pai, aberta após o adolescente descobrir o código da fechadura. Os dois amigos, de acordo com o depoimento, resolveram carregar a arma e descarregá-la em seguida, mas uma bala acabou ficando no revólver, provocando a morte durante um "tiro acidental".

Agora, a partir do depoimento, a promotora Ilda Plácido vai decidir que tipo de representação fará contra o adolescente na Justiça. Uma das possibilidades é que o rapaz responda por ato infracional equivalente a homicídio culposo.


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