SAÚDE
Reabilitação oral ajuda a recuperar mastigação e função dos dentes
Tratamento vai além da estética e considera as necessidades de cada paciente, explica especialista
A perda de dentes pode comprometer muito mais do que a aparência do sorriso. Além do impacto estético, a ausência de um ou mais dentes pode dificultar a mastigação e alterar a distribuição das forças exercidas durante a alimentação. Nesses casos, a reabilitação oral busca restaurar a função da boca e devolver qualidade de vida ao paciente.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram a dimensão do problema no país. Segundo o levantamento, 34,7 milhões de brasileiros adultos perderam 13 dentes ou mais, enquanto outros 14,1 milhões já não possuem nenhum dente.
De acordo com a cirurgiã-dentista e gestora do IKL Brasil, Thaísa Leite, cada tratamento deve ser planejado de forma individualizada.
"Não se trata apenas de preencher o espaço de um dente perdido. É preciso avaliar a mastigação, as condições da boca e as necessidades de cada paciente para definir a melhor forma de reabilitação", explica.
Os implantes dentários estão entre as principais alternativas para substituir dentes perdidos. Eles podem servir de base para coroas individuais, quando há perda de apenas um dente, ou sustentar próteses fixas em casos de perdas múltiplas.
Para pacientes que perderam todos ou quase todos os dentes de uma arcada, uma das opções é a prótese protocolo, estrutura fixa apoiada sobre implantes.
Segundo a especialista, o número de implantes varia conforme o planejamento e não depende apenas da quantidade de dentes ausentes.
"Nem sempre é necessário instalar um implante para cada dente perdido. A posição dos implantes é definida de acordo com o planejamento da prótese e as condições clínicas do paciente", afirma.
Outra possibilidade é a chamada carga imediata, técnica em que a prótese é instalada poucos dias após a cirurgia. No entanto, Thaísa ressalta que o procedimento não é indicado para todos os casos.
"Existe uma expectativa muito grande em relação à rapidez do tratamento, mas a carga imediata depende das condições clínicas e da estabilidade dos implantes. Cada paciente precisa ser avaliado individualmente", destaca.
O planejamento também envolve exames de imagem e recursos digitais, que auxiliam na definição da posição dos implantes e das etapas do tratamento. Segundo a especialista, a integração entre as fases clínica, cirúrgica e protética é fundamental para alcançar um resultado funcional e estético.
"A reabilitação oral deve ser encarada como um conjunto. Recuperar a mastigação e devolver a estética caminham lado a lado em um tratamento bem planejado", conclui.



