Saúde

Nova variante da Covid-19 é monitorada após casos nos EUA

Cepa BA.3.2, chamada de “cicada”, ainda tem impacto incerto
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 06/04/2026 - 18:50
A- A+
Reprodução
Nova variante da Covid 19, BA.3.2
Nova variante da Covid 19, BA.3.2

Uma nova variante da Covid-19, identificada como BA.3.2 e apelidada de “cicada”, passou a ser monitorada por autoridades de saúde após registros em diferentes regiões dos Estados Unidos, incluindo o estado da Flórida. Apesar da disseminação inicial, especialistas afirmam que ainda é cedo para avaliar o real impacto da cepa.

A variante foi detectada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, e chegou aos Estados Unidos ao longo de 2025. Desde então, foi identificada em cerca de 25 estados, principalmente por meio de análises de águas residuais. Na Flórida, apenas dois casos haviam sido oficialmente reportados até meados de fevereiro.

A Organização Mundial da Saúde classifica a BA.3.2 como “variante sob monitoramento”, o que indica que ela está sendo acompanhada de perto, mas ainda não representa uma ameaça global significativa.

Especialistas destacam que ainda não há dados suficientes para determinar o nível de transmissibilidade ou a gravidade da nova cepa. Também permanece incerto se as mutações identificadas podem afetar a eficácia das vacinas ou a imunidade adquirida por infecções anteriores.

De acordo com o médico Steven Goldberg, a variante apresenta alguns sinais iniciais de atenção, especialmente por conta de múltiplas mutações. No entanto, ele ressalta que a presença da cepa ainda é bastante limitada. “O número de casos dessa variante nos Estados Unidos é muito pequeno. É como se um em cada 100 casos de Covid fosse dessa linhagem”, afirmou.

Sintomas associados

  • Febre
    Tosse
    Dor de garganta
    Congestão nasal
    Dores no corpo

Os sintomas relatados são semelhantes aos observados em outras variantes do coronavírus e em infecções respiratórias comuns.

Embora a BA.3.2 venha ganhando espaço em algumas regiões da Europa, autoridades de saúde reforçam que não há motivo imediato para alarme. A recomendação, por ora, é de monitoramento contínuo enquanto novos dados são analisados.


Encontrou algum erro? Entre em contato