Internacional
Rubio responde carta de Flávio Bolsonaro e reforça defesa de tarifas; leia
Documento, também aborda a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu oficialmente à carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro e reafirmou a posição do governo norte-americano em defesa da aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O documento, datado de terça-feira, 23, também aborda a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA.
No texto, o secretário cita que o governo norte-americano mantém "diferenças substanciais" com o Brasil em uma investigação comercial aberta em julho de 2025, durante a gestão do presidente Donald Trump.
Segundo Rubio, os principais pontos de divergência envolvem:
tarifas preferenciais consideradas injustas;
comércio digital;
serviços de pagamento eletrônico;
combate à corrupção;
proteção à propriedade intelectual;
acesso ao mercado de etanol;
desmatamento ilegal.
A investigação é conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela política comercial americana. Como consequência, o governo dos EUA avalia a adoção de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Rubio também lembrou que uma audiência pública sobre o tema está marcada para segunda-feira, 6 de julho, etapa prevista no processo para receber manifestações de empresas, entidades e governos antes da decisão final.
Outro tema abordado na correspondência foi a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Rubio agradeceu o apoio manifestado por Flávio Bolsonaro à medida e afirmou que a iniciativa busca combater redes financeiras, de tráfico de drogas e de armas ligadas às facções criminosas.
Na parte final da carta, Marco Rubio menciona o otimismo demonstrado por Flávio Bolsonaro em relação às eleições presidenciais brasileiras de outubro.
Segundo o secretário, o senador informou que colocaria uma eventual equipe de transição à disposição do governo norte-americano caso seja eleito presidente da República.
Rubio conclui afirmando que os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para construir uma relação comercial e de investimentos que considere "ampla, justa e mutuamente benéfica".
A investigação mencionada por Rubio foi aberta em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump. O objetivo é apurar se políticas e práticas adotadas pelo Brasil prejudicam ou restringem o comércio com os Estados Unidos.
O processo ainda está em andamento e poderá resultar na aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros após a conclusão da consulta pública.



