Surpreendente

Navio japonês com mais de mil corpos é encontrado 80 anos após naufrágio

Embarcação afundou durante a Segunda Guerra Mundial com cerca de 1.200 prisioneiros de guerra
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 31/07/2026 - 18:23
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Divulgação / Ram Yoro
Navio japonês com mais de 1 mil corpos é encontrado no mar do Pacífico
Navio japonês com mais de 1 mil corpos é encontrado no mar do Pacífico

Um navio japonês que afundou durante a Segunda Guerra Mundial com cerca de 1.200 prisioneiros de guerra a bordo foi encontrado no fundo do mar do Pacífico, aproximadamente 80 anos após o naufrágio. A descoberta foi feita por pesquisadores da Fundação Hellships Memorial, na costa oeste da ilha de Luzon, nas Filipinas.

A embarcação, identificada como Hofuku Maru, foi localizada após análises de sonar, mapeamentos submarinos e inspeções visuais que confirmaram as características registradas em documentos históricos. As informações foram divulgadas pela revista Galileu.

O naufrágio ocorreu em 21 de setembro de 1944, quando o navio transportava cerca de mil prisioneiros britânicos e 200 holandeses. A embarcação foi atacada por aviões dos Estados Unidos, que não sabiam que o navio levava prisioneiros de guerra, já que não havia qualquer identificação visível indicando essa condição.

Construído em 1918, no Japão, o Hofuku Maru fazia parte de um grupo de navios utilizados para transportar prisioneiros em condições precárias. Segundo os pesquisadores, os detentos eram mantidos nos porões, sem ventilação adequada e com pouca oferta de água e alimentos.

Após ser atingido por bombas e torpedos, o navio afundou rapidamente, provocando a morte da maior parte das pessoas que estavam a bordo.

Com cerca de 117 metros de comprimento, peso de 5.857 toneladas e velocidade máxima de 18,5 km/h, o Hofuku Maru passa agora a ser considerado um túmulo de guerra. A Fundação Hellships Memorial informou que pretende transformar o local em um memorial às vítimas e divulgar imagens, registros de sonar e outros documentos obtidos durante a expedição, além de buscar o reconhecimento oficial da área por meio de canais diplomáticos.


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