Polícia

Preso detalha plano e pagamento em assassinato do Joba, supervisor do CRB

Investigado relata uso de foto temporária, divisão de R$ 10 mil e aponta mandante
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 26/01/2026 - 18:42
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Reprodução
Symeone Batista dos Santos foi o único preso na investigação
Symeone Batista dos Santos foi o único preso na investigação

O planejamento do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, supervisor das categorias de base do CRB, foi detalhado em depoimento por Symeone Batista dos Santos, de 29 anos, único preso até o momento na investigação. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira, 26, quando teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça.

Segundo o depoimento, a aproximação entre Symeone e Juan, apontado como mandante do crime, ocorreu em uma empresa onde ambos trabalharam. Ainda no fim do ano passado, Juan teria entrado em contato por telefone questionando se Symeone teria coragem de matar alguém, alegando que queria se vingar de uma pessoa que o teria roubado.

Symeone afirmou que recusou a proposta de executar o crime, mas apresentou a Juan um homem conhecido como “gordinho”, com quem teria se conhecido no fórum durante o cumprimento de medidas judiciais. Ficou acertado que o valor de R$ 10 mil seria dividido igualmente: R$ 5 mil para Symeone, responsável por levar o atirador e dar fuga em uma motocicleta, e outros R$ 5 mil para o executor.

A identificação da vítima, segundo o relato, foi feita por meio de uma foto enviada pelo mandante em modo de “visualização única”, exibindo o rosto e o tronco de Johanisson. Para preservar a imagem, o atirador teria usado outro aparelho celular para fotografar a tela.

Ainda conforme o depoimento, Juan definiu o dia, o horário e o local exato do crime, repassando instruções principalmente por ligações via WhatsApp. Os envolvidos evitavam o envio de áudios para não deixar registros do plano.

Na terça-feira que antecedeu o crime, ocorrido na sexta-feira, 23, Symeone encontrou o suposto mandante para receber um adiantamento de R$ 4 mil em dinheiro, próximo a uma farmácia na saída do bairro Santa Lúcia. O restante do pagamento seria feito após a execução.

O preso relatou ainda que Juan informou que apagaria o contato e a foto do perfil após o assassinato e que faria novos contatos futuramente usando outro número. Symeone afirmou que decidiu colaborar com a investigação porque sua “consciência pesou”, levando-o a relatar os fatos à polícia.


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