NOVO LINO

Mãe acusada de matar bebê Ana Beatriz é solta e responderá em liberdade

Justiça de Alagoas concede liberdade à investigada por infanticídio
Por Redação 31/03/2026 - 20:49
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Reprodução
Eduarda Oliveira, mãe de Ana Beatriz, a bebê morta por asfixia
Eduarda Oliveira, mãe de Ana Beatriz, a bebê morta por asfixia

A Justiça de Alagoas determinou a soltura de Eduarda Silva de Oliveira, acusada de matar a própria filha, a bebê Ana Beatriz, no município de Novo Lino, na Zona da Mata alagoana. A decisão permitiu que a investigada responda ao processo em liberdade.

Eduarda deixou a prisão na sexta-feira, 27. Ela é acusada dos crimes de infanticídio — quando a mãe mata o próprio filho — e de ocultação de cadáver. Por medida de segurança, a mulher estava detida em cela especial no Presídio Feminino Santa Luzia.

A prisão ocorreu após a mãe confessar, em depoimento, que teria asfixiado a filha com um travesseiro porque a criança não parava de chorar. Na época do crime, em abril de 2025, Ana Beatriz tinha apenas 15 dias de vida.

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O caso ganhou grande repercussão após o desaparecimento da bebê ser comunicado à polícia. Inicialmente, Eduarda afirmou que a criança teria sido sequestrada por um grupo armado na manhã de sexta-feira, 11 de abril de 2025, às margens da BR-101, em Novo Lino.

A Secretaria de Segurança Pública mobilizou equipes policiais em Alagoas e Pernambuco para tentar localizar a menina. Um homem chegou a ser preso por dirigir um veículo com características semelhantes ao descrito pela mãe, mas foi liberado após comprovar que não tinha envolvimento com o caso.

As investigações tiveram uma reviravolta na terça-feira, 15 de abril de 2025, quando a Polícia Civil informou que a mãe havia mudado a versão do ocorrido cinco vezes. No mesmo dia, o advogado da mulher comunicou às autoridades que o corpo da bebê havia sido encontrado nos fundos da casa da família.

Após a descoberta, Eduarda foi presa em flagrante. Em uma nova versão apresentada às autoridades, ela afirmou que a filha morreu por asfixia. O caso segue em tramitação na Justiça de Alagoas.


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