Fernão Velho

Criatório abandonado desde 2023 ainda abriga dezenas de jacarés em Maceió

Local está embargado e permanece sob monitoramento ambiental
Por Redação 28/04/2026 - 20:14
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IMA
Jacarés-de-papo-amarelo permanecem em lago artificial de criatório embargado no bairro de Fernão Velho, em Maceió
Jacarés-de-papo-amarelo permanecem em lago artificial de criatório embargado no bairro de Fernão Velho, em Maceió

Um antigo criatório de jacarés-de-papo-amarelo localizado no bairro de Fernão Velho, em Maceió, permanece embargado desde 2023 após autuações por maus-tratos e irregularidades ambientais. Mesmo sem funcionamento comercial, o local ainda abriga dezenas de animais.

O caso ganhou repercussão após fiscalização de órgãos ambientais identificar condições inadequadas para a manutenção dos répteis. À época, mais de 200 jacarés estavam no espaço em situação de abandono, com sinais de fome, desnutrição e até episódios de canibalismo entre os animais.

A operação resultou em multa superior a R$ 200 mil aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além do embargo do estabelecimento. O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) já havia autuado o criatório anteriormente.


Durante a fiscalização, agentes ambientais também constataram problemas na qualidade da água e na conservação da alimentação oferecida aos animais. Parte da comida estava em estado de decomposição. Outro problema identificado foi a ausência de marcação individual dos jacarés, exigência prevista em normas ambientais.

O empreendimento havia sido criado em 1994 com autorização para reprodução de jacarés-de-papo-amarelo, espécie nativa da Mata Atlântica. A proposta original era a comercialização de carne e pele dos animais, atividade permitida em criadouros regularizados. Com o passar dos anos, porém, o negócio entrou em declínio e deixou de operar.

Mesmo com o embargo, os jacarés permaneceram no espaço. Atualmente, os animais vivem em um lago artificial utilizado anteriormente para reprodução.

De acordo com informações divulgadas pelo g1, o local segue sob acompanhamento do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, enquanto o caso continua em análise na Justiça.

Especialistas apontam que a permanência dos animais no criatório exige monitoramento constante para garantir condições mínimas de sobrevivência e evitar riscos ambientais.


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