Saúde
Dor de cabeça constante pode ser câncer cerebral? Entenda
Especialista da Santa Casa de Maceió explica sintomas de alerta
Dor de cabeça frequente costuma gerar preocupação e, muitas vezes, vem acompanhada de uma dúvida comum: isso pode ser sinal de câncer cerebral? De acordo com o neurocirurgião e coordenador do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia da Santa Casa de Maceió, Aldo Calaça, a resposta, na maioria dos casos, é não.
Durante participação no quadro “Responde Aí, Doutor!”, publicado no perfil do hospital no Inbstagram (@santacasademaceio), o especialista explicou que a dor de cabeça é um sintoma muito comum e pode estar relacionada a diferentes causas, principalmente à enxaqueca. “A causa mais comum de dor de cabeça é a enxaqueca, que pode se manifestar de várias formas e ter a cefaleia como principal sintoma”, afirmou.
Apesar disso, ele alerta que dores persistentes, de difícil controle ou associadas a outros sintomas precisam ser investigadas. “Todo paciente que apresenta uma cefaleia crônica persistente deve procurar avaliação neurológica para afastar causas mais graves”, destacou.
Segundo Aldo Calaça, os sintomas relacionados aos tumores cerebrais variam de acordo com a localização e o crescimento da lesão. Entre os sinais que merecem atenção estão dor de cabeça persistente, náuseas, vômitos, alterações visuais e perda do equilíbrio.
O médico também esclareceu outra dúvida frequente: tumor cerebral e câncer cerebral não significam exatamente a mesma coisa. Existem tumores benignos, que podem surgir nas meninges ou em estruturas ósseas e que, muitas vezes, apresentam bons resultados após a cirurgia. “Quando conseguimos retirar completamente o tumor e os exames confirmam que se trata de uma lesão benigna, o paciente pode ser considerado curado”, explicou.
Já os tumores malignos, conhecidos como câncer cerebral, costumam ter crescimento mais acelerado e exigem acompanhamento mais amplo, envolvendo cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
Na Santa Casa de Maceió, o tratamento é realizado de forma integrada entre as equipes de neurologia, neurocirurgia e oncologia. Após os exames de imagem e a confirmação diagnóstica, o paciente passa por avaliação individualizada para definição da melhor conduta terapêutica.
“Temos resultados favoráveis em vários grupos de pacientes, mas é importante lembrar que cada tumor possui características e respostas diferentes ao tratamento”, ressaltou o neurocirurgião.
Aldo Calaça reforça que o acompanhamento médico é essencial diante de sintomas persistentes, principalmente quando há mudanças no padrão habitual da dor de cabeça ou associação com alterações neurológicas.



