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Conselho identifica excesso de ultraprocessados em abrigos de crianças

Relatório aponta consumo elevado de industrializados e baixa oferta de frutas e verduras
Divulgação
Conselho encontra excesso de ultraprocessados em abrigos infantis e aciona Justiça em Maceió
Conselho encontra excesso de ultraprocessados em abrigos infantis e aciona Justiça em Maceió

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas em entidades de acolhimento de crianças e adolescentes de Maceió acendeu um alerta entre os órgãos responsáveis pela política de segurança alimentar do município. 

O problema foi identificado em relatório apresentado durante reunião do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), realizada em junho e publicado nesta quarta-feira, 8, no Diário Oficial do Município.

Segundo o documento, o monitoramento constatou que algumas unidades apresentam elevada oferta de alimentos ultraprocessados, preparações com excesso de açúcar e bebidas adoçadas, além de baixa disponibilidade de frutas, verduras, legumes e leguminosas na alimentação oferecida às crianças e adolescentes acolhidos.

O relatório será encaminhado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar (Semdes) e à 28ª Vara da Infância e Juventude da Capital, com recomendação para adoção das providências cabíveis. Também foi sugerida a realização de uma nova avaliação técnica no prazo de até 90 dias para verificar se as medidas foram implementadas.

Durante a reunião, o plenário do Consea aprovou o encaminhamento formal do documento aos órgãos competentes, reforçando a necessidade de acompanhamento da execução da Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional nas entidades de acolhimento.

O conselho também debateu outras ações voltadas ao enfrentamento da insegurança alimentar no município, entre elas a ampliação das cozinhas solidárias, a adesão de Maceió ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a criação de um circuito semanal de feiras livres para fortalecer a agricultura familiar e ampliar o acesso da população a alimentos in natura.


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