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Vítima de 34 anos levou tiros durante passeio com cachorro no Benedito Bentes
A Polícia Civil investiga a possibilidade de a advogada Ana Waleska do Nascimento Gomes, de 34 anos, ter sido confundida com a companheira de um traficante da região. Ela foi baleada enquanto passeava com o cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim, no Benedito Bentes, em Maceió, na terça-feira, 18.
A hipótese é uma das linhas investigadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o delegado Danilo Resende, a vítima teria características físicas semelhantes às de uma mulher ligada a um traficante da região.
A polícia também apura se o assassinato pode ter relação com o fato de Ana Waleska ser filha de um policial civil. Uma das possibilidades é que criminosos tenham tentado atingir o pai dela como forma de retaliação ou acreditado que a advogada poderia repassar informações ao policial.
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Outra linha de investigação considera a atividade profissional da vítima. Ana Waleska trabalhava como advogada na área criminal, embora atuasse de forma esporádica. Os investigadores vão analisar se algum processo ou caso em que ela trabalhou pode ter relação com o homicídio.
A possibilidade de latrocínio, que ocorre quando há roubo seguido de morte, também não foi descartada. Até o momento, porém, a polícia não identificou indícios de que algum pertence da vítima tenha sido levado.
Ana Waleska foi atacada entre 17h e 18h, enquanto caminhava com o cachorro pela Avenida Cachoeira do Meirim. De acordo com a investigação, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. O garupa desceu do veículo e efetuou os disparos contra a advogada.
A arma usada no crime teria apresentado falhas pelo menos duas vezes durante o ataque. Mesmo assim, o suspeito continuou tentando efetuar os disparos.
Ana Waleska foi atingida por pelo menos três tiros, principalmente nas regiões da cabeça e do tórax. Ela recebeu atendimento inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra.
A advogada não resistiu aos ferimentos.
A DHPP conseguiu imagens registradas antes do crime que mostram duas pessoas em uma motocicleta. Uma moto com características semelhantes às do veículo utilizado no assassinato foi apreendida e será submetida a perícia.
A polícia também ouviu familiares e pessoas próximas da vítima de maneira preliminar. Os depoimentos formais deverão ser realizados durante o andamento do inquérito.
O pai de Ana Waleska, que é policial civil, também foi ouvido informalmente quando a filha ainda estava internada no HGE. Segundo o delegado, naquele primeiro relato ele não informou ter recebido ameaças que pudessem estar relacionadas ao ataque contra a advogada. A polícia pretende ouvi-lo novamente.
Os celulares de Ana Waleska serão encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia. A investigação busca identificar possíveis ameaças, conversas ou outras informações que possam ajudar a esclarecer o que motivou o assassinato.
Segundo a Polícia Civil, não havia registro recente de ameaça de morte contra a advogada nos sistemas policiais. Ana Waleska também não era investigada e, até o momento, não havia registro policial que apontasse qualquer irregularidade relacionada à conduta dela.
Ninguém foi preso até o momento. A Polícia Civil continua analisando imagens, realizando perícias e ouvindo testemunhas para identificar os responsáveis pelo crime.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) lamentou a morte de Ana Waleska, pediu o esclarecimento rigoroso do assassinato e informou que acompanhará as investigações.
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