MACEIÓ

Caso Joba: audiência ouve réus sobre morte de coordenador do CRB

Adiência de instrução começou nesta quarta-feira, 19; dois acusados estão presos
Francisco Cedrim/CRB/ cortesia
Johanisson Lima, o Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros no bairro de Santa Lúcia
Johanisson Lima, o Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros no bairro de Santa Lúcia

A primeira audiência de instrução do processo que investiga a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, começou nesta quarta-feira, 19, no Fórum de Maceió. O coordenador das categorias de base do CRB foi morto a tiros em janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia.

A sessão ocorre na 7ª Vara Criminal de Maceió, no Fórum do Barro Duro, sob condução do juiz Yulli Roter. Durante a audiência, são ouvidos testemunhas e os dois réus que estão presos e respondem pelo assassinato.

Respondem pelo crime Ruan Carlos Ferreira de Lima, apontado pela Polícia Civil como mandante da morte, e Symeone Batista dos Santos, acusado de participação na execução. A audiência é uma etapa de produção de provas e, ao final da instrução, o juiz deverá avaliar se existem elementos suficientes para que os acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.


Joba foi morto a tiros em 23 de janeiro, no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Imagens registraram o momento em que o coordenador do CRB foi atacado.

Três pessoas apontadas como suspeitas de envolvimento na morte de Joba morreram após uma troca de tiros com policiais no bairro Clima Bom, em Maceió. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), o grupo foi localizado durante as investigações sobre o assassinato.

No processo que tramita no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), os suspeitos mortos foram identificados como José Cícero Aprígio da Silva, Raul Silva de Melo e Ana Tassia da Silva Santos.

Segundo a delegada Tacyane Pinheiro, a polícia chegou até o grupo depois de localizar a motocicleta utilizada para dar fuga ao executor do crime. O responsável pelo veículo foi preso. Os outros três suspeitos teriam reagido à abordagem e atirado contra os policiais.

Com eles, foram apreendidos dois revólveres, uma pistola e dois capacetes.

O Instituto de Criminalística de Maceió (ICM) identificou a arma utilizada para matar Joba. O exame balístico comparou o projétil retirado do corpo da vítima com padrões produzidos a partir das armas apreendidas.

Segundo a perita criminal Renata Azevedo, responsável pela análise, o confronto realizado no microcomparador balístico apontou resultado positivo para um dos revólveres calibre 38.

“Após a produção de padrões dessas três armas, submeti e analisei essas amostras no microcomparador balístico confrontando com o projétil encontrado no corpo da vítima. O exame deu positivo para um dos revólveres calibre 38”, afirmou a perita.

Ruan Carlos Ferreira é apontado pela investigação como mandante do assassinato. Após a prisão, a defesa afirmou que ele nega ter pago R$ 10 mil para que Joba fosse morto.

Segundo o advogado Napoleão, Ruan foi questionado sobre uma possível participação da ex-companheira de Joba no crime. O réu teria afirmado apenas que conhecia a mulher.

“Ele se manteve em silêncio e só disse que a conhecia. Não falou nada sobre relacionamento com ela”, disse o advogado.

De acordo com a delegada Tacyane Ribeiro, Ruan é historiador e não possui antecedentes criminais. Durante o interrogatório policial, ele respondeu apenas às perguntas relacionadas à identificação pessoal e decidiu permanecer em silêncio quando questionado sobre os fatos investigados.

“Na parte dos fatos ele preferiu ficar em silêncio. Não confirmou, nem negou”, explicou a delegada.


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