injúria racial

Professor é demitido após comparar estudante negro a um chimpanzé em Maceió

Professor teria apontado para o adolescente e dito que desenho de macaco se parecia com ele
Por Redação 05/03/2026 - 11:34
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Professor é demitido após denúncia de injúria racial em escola
Professor é demitido após denúncia de injúria racial em escola

Um professor de matemática, de 45 anos, foi demitido de um colégio particular após denúncia de injúria racial contra um estudante negro de 13 anos, em Maceió. O caso ocorreu durante aula no bairro Benedito Bentes no dia 12 de fevereiro e tornado público nesta semana após denúncia e passar a ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Vulneráveis instaurou Inquérito Policial para apurar a denúncia de injúria racial e discriminação. A investigação é conduzida pela delegada Rebecca Cordeiro e reúne depoimentos e outras informações sobre o caso.

Segundo a polícia, a ocorrência foi registrada na quarta-feira, 4, após o pai do adolescente procurar a delegacia para relatar o episódio ocorrido em sala de aula, em uma escola localizada no bairro Benedito Bentes, na parte alta da capital, e registrado por câmeras.

De acordo com o depoimento, um colega do estudante pegou um caderno com a imagem de um macaco e perguntou com quem a figura se parecia. O professor teria apontado para o adolescente e dito que o desenho se parecia com ele.

Ainda segundo o relato do pai, colegas riram da situação e o estudante se sentiu constrangido. O adolescente chegou em casa chorando após o episódio ocorrido no dia 12 de fevereiro, conforme informado no depoimento prestado à polícia.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Colégio Fantástico informou que repudia atos de racismo, discriminação ou preconceito. A instituição afirmou que adotou medidas após tomar conhecimento do caso.

Segundo a escola, o professor foi afastado e não integra mais o quadro de colaboradores. A instituição informou que oferece acompanhamento ao estudante e à família com apoio das equipes pedagógica e psicossocial.

A escola informou ainda que o Conselho Tutelar acompanha o caso e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Veja:


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