RENAN FILHO
Bolsonaro diz que governadores afrontam democracia ao não adotarem decreto
Presidente declarou ainda que sua intenção com o decreto é “atender milhões de profissionais
O presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) criticou nesta terça-feira, 12, os governadores que não vão cumprir o decreto n° 10.344/2020, a exemplo de Renan Filho (MDB), que inclui no rol de atividades essenciais durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) as academias, barbearias e salões de beleza.
Bolsonaro disse, através de sua conta no Twitter, que os governadores podem ajuizar ações na Justiça e afirmou que os gestores estão aflorando “o indesejável autoritarismo no Brasil”.
“Os governadores que não concordam com o Decreto podem ajuizar ações na Justiça ou, via congressista, entrar com Projeto de Decreto Legislativo. Afrontar o estado democrático de direito é o pior caminho, aflora o indesejável autoritarismo no Brasil”, afirmou o presidente.
Bolsonaro declarou ainda que sua intenção com o decreto é “atender milhões de profissionais, a maioria humildes, que desejam voltar ao trabalho e levar saúde e renda à população”.
Renan Filho
O governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), anunciou através das ruas redes sociais que o estado não vai seguir as novas diretrizes publicadas pelo governo federal nesta segunda-feira, 11, e que academias, salões de beleza e barbearias continuarão fechadas.
Em uma edição extra do Diário Oficial da União ontem, o presidente Jair Bolsonaro incluiu essas atividades na lista de "serviços essenciais".
Na postagem, o governador afirma: "O Decreto 69.722 mantém fechados segmentos da economia cujo funcionamento gera aglomeração e proximidade entre as pessoas. Essa é uma forma de diminuir o avanço do contágio da Covid-19 em Alagoas. As atividades de academias, clubes, centros de ginástica e similares, além de salões de beleza e barbearias, seguem suspensas em todo Estado até o dia 20 de maio".
Não vão seguir decreto federal
Afirmaram que não vão obedecer ao decreto federal os governadores do Piauí, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. Os governadores afirmaram que permanecem vigentes os decretos estaduais que proíbe o funcionamento desses estabelecimentos.
Publicidade