ELEIÇÕES 2022

Renan e Lira querem descartar terceira via com JHC e Cunha

Políticos buscam evitar ‘surpresas’, neutralizando JHC e Cunha
Por Odilon Rios para o Extra 27/06/2021 - 07:30
Atualização: 27/06/2021 - 08:48
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Agência Alagoas
Renan Filho, que não conseguiu “fabricar” sucessor ao governo estadual
Renan Filho, que não conseguiu “fabricar” sucessor ao governo estadual

O governador Renan Filho (MDB) e o presidente da Câ­mara, Arthur Lira (PP), buscam polarizar o ce­nário eleitoral alagoano, estratégia para descar­tar a construção de uma terceira via, proposta do prefeito de Maceió JHC (PSB) e do senador Ro­drigo Cunha (PSDB), com o tucano abrindo ca­minhos e tentando atrair prefeitos para seu proje­to político: disputar o go­verno do estado.

Ao mesmo tempo, Lira e Renan não têm, hoje, candidatos com densidade eleitoral para a sucessão estadual, um quadro provisório porque todos esperam as defi­nições nas “cabeças” dos partidos -nos mais impor­tantes colégios eleitorais pelo país- para, assim, providenciarem as cha­pas locais ao Executivo.

Cenário totalmente diferente quando se fala da votação proporcional. A disputa pelas 27 vagas na Assembleia e 9 para a Câmara Federal estão aceleradas. Porém, ain­da assim, indefinidas. Arthur Lira, t alagoanas, lidera aquela que, se for colocada em prática, será a maior re­forma eleitoral desde a aprovação da Constitui­ção de 1988.

Será decidido se o voto no Brasil voltará a ser impresso saindo da urna eletrônica; o “distritão” (ganha as eleições para o legislativo os mais vota­dos. Pelo modelo atual, os votos que sobram na con­tagem “puxam” candida­tos menos votados); flexi­bilizar ou não a cláusula de barreira (que impede ou restringe o funciona­mento de uma legenda que não alcançar 2% dos votos válidos em 2022 ou eleger 11 deputados em 1/3 dos estados); retorno do financiamento empre­sarial para as campanhas (hoje o dinheiro do finan­ciamento é público. Em 2018, foram R$ 3,8 bi­lhões da União para cus­tear as campanhas).

Nunca uma reforma eleitoral pode ser tão pro­funda. E nunca a socieda­de esteve tão de fora des­sas discussões. Estamos numa pandemia, em meio a uma crise social e eco­nômica sem precedentes e no pior colapso sanitá­rio em 100 anos.

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