INFIDELIDADE PARTIDÁRIA

Movimentos ligados ao PSB pedem expulsão de Fábio Costa do partido

Por Redação com assessoria 05/07/2021 - 13:27
Atualização: 05/07/2021 - 16:49
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Foto: Reprodução
Delegado Fábio Costa
Delegado Fábio Costa

Foi protocolada por dirigentes de sete movimentos que compõem a Executiva Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), pedindo ao presidente, Carlos Siqueira, a expulsão e perda do mandato do vereador e delegado de polícia Fábio Costa (PSB-AL), por descumprimento aos princípios do estatuto do partido e infidelidade partidária.

O documento, protocolado na última sexta-feira, 2, tem como base os últimos acontecimentos na Câmara Municipal de Maceió, em que o vereador manifestou publicamente apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e à sua política. Coagindo, inclusive, colegas parlamentares que divergem da sua posição.

“O comportamento do vereador Fábio Costa não encontra guarida no Programa do PSB, em seu Estatuto e muito menos no Código de Ética partidário”, diz trecho do documento assinado pelo presidente nacional da Juventude Socialista Brasileira (JSB), Tony de Siqueira Sechi.

Assinam o documento os movimentos: LGBT Socialista, PSB Inclusão, Negritude Socialista, Sindical Socialista, Popular, e Nacional das Mulheres. O PSB Nacional é um dos 12 partidos, que junto com movimentos sociais e sindicais, assinaram o superpedido de impeachment de Bolsonaro.

A petição solicita que o comportamento do vereador Fábio Costa seja analisado pelo Conselho de Ética do PSB, com urgência, principalmente após o episódio de alinhamento com um outro vereador do PSL-AL, para concessão de um título, de forma antirregimental, de Cidadão Honorário de Maceió ao presidente da República, no último dia 23 de junho.

Teca Nelma

Durante a votação, o vereador delegado Fábio Costa solicitou a censura da fala da vereadora Teca Nelma (PSDB-AL) que, ao proferir seu voto contrário ao título, chamou o presidente de genocida.

O parlamentar ameaçou-a com a Comissão de Ética da Camara. E ampliou suas ameaças divulgou em uma rede social cópia do oficio que enviou ao Presidente da República pedindo sua condenação.

“Um plenário de Câmara de Vereadores não pode ser confundido com uma delegacia de polícia, onde um delegado vigia e denuncia às ditas autoridades os parlamentares que divergem de suas ideias e preconceitos”, diz outro trecho do documento protocolado.

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