ELEIÇÕES
'Bolsonaro mente para a população sobre urna eletrônica', afirma defensor público

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 19, em encontro com apoiadores pela manhã, quando afirmou que o processo eleitoral com urna eletrônica no Brasil é fraudulento.
Bolsonaro afirmou novamente que sua prioridade é o voto impresso para as eleições de 2022, reforçando que “eleições não auditáveis não é eleição, é fraude”. O defensor público e doutor em Direito Othoniel Pinheiro lamenta esse posicionamento por parte do Chefe do Executivo, afirmando que as urnas eletrônicas são totalmente auditáveis em todas as fases do processo, que envolve a inserção do programa, a lacração, a votação e a divulgação dos resultados.
“É um absurdo que o presidente da República tente desacreditar o sistema de votação eletrônica utilizando-se de mentiras e delírios para inflamar os seus seguidores contra a Justiça Eleitoral, pois todo o trabalho do TSE é feito na mais ampla publicidade e fiscalização, que envolve, inclusive, o teste de segurança com ataques de hackers e o total acompanhamento do Ministério Público, da Polícia Federal, da OAB, dos partidos políticos e de outros que queiram acompanhar os trabalhos”, argumenta Othoniel.
Porém, o voto impresso tende a ser barrado na Câmara dos Deputados depois que o Presidente do TSE, Ministro Luís Roberto Barroso, reuniu-se com parlamentares para discutir a proposta no dia 21 de junho. De acordo com Bolsonaro, após o encontro, diversos parlamentares que eram a favor do voto impresso mudaram de opinião sobre o tema.
Nesse panorama, Othoniel Pinheiro afirma que o próprio Bolsonaro sabe que as urnas são confiáveis, mas que faz questão de propagar mentiras contra o TSE com o objetivo de desestabilizar o processo eleitoral de 2022. “É importante que a população não dê credibilidade a esses delírios do Presidente da República ou correntes mentirosas de Whatsapp e procure se informar por órgãos oficiais”, finaliza Pinheiro.
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