MACEIÓ
Calheiros pressiona Petrobras a enquadrar Braskem por tragédia ambiental em Maceió
Senador defende que a estatal só aumente participação acionária na Braskem quando houver reparação justa pelo desastre ambiental
No cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o senador Renan Calheiros ligou para o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e defendeu que a estatal só leve adiante eventuais planos de aumentar sua participação acionária na Braskem depois que as pessoas atingidas pelo desastre ambiental provocado pela mineração em Maceió receberem uma reparação justa da petroquímica. A informação é da Veja, apurada pelo jornalista Nicholas Shoes.
A Petrobras é dona de 47% das ações com direito a voto da Braskem, e de 36% do total das ações da petroquímica. A maioria do capital votante, com 50,1%, é a NSP Investimentos, holding da Novonor (antiga Odebrecht), que está em recuperação judicial.
Em dezembro do ano passado, a Braskem informou nos relatórios financeiros um saldo de provisões de R$ 6,6 bilhões para indenizações gerais pela destruição ambiental. Segundo a Veja, Prates disse que vai abordar o assunto na próxima reunião de planejamento da Petrobras. O presidente da Petrobras era colega de Renan Calheiros no Senado até janeiro deste ano.
Calheiros esteve com uma comissão no Ministério Público de Alagoas pedir a revisão do acordo formulado entre instituições públicas e a Braskem. "Nem sequer pode ser chamado de acordo, porque não ouviu o governo do Estado nem a Prefeitura de Maceió e muito menos os refugiados ambientais", criticou.