AGORA EX-SECRETÁRIO
Rio Largo: exoneração de Gilberto Gonçalves é publicada no Diário Oficial
Ato ocorre em meio a uma crise política na cidade, que culminou em uma tentativa de golpe
A exoneração de Gilberto Gonçalves do cargo de secretário Especial de Governo foi publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira (1). Embora a medida tenha sido oficializada hoje, o prefeito Carlos Gonçalves adiantou a decisão em coletiva à imprensa na segunda-feira, 31. A exoneração ocorre em meio a uma crise política na cidade.
Gilberto Gonçalves, ex-prefeito de Rio Largo, tem protagonizado embates com o sobrinho e atual prefeito, Carlos Gonçalves. Na segunda-feira, 31, durante sessão extraordinária da Câmara Municipal, uma suposta carta de renúncia assinada pelo prefeito e pelo vice, Peterson Henrique (PP), foi lida. Carlos Gonçalves negou a renúncia e afirmou que o documento era falso.
"Não existe carta de renúncia com minha assinatura. É uma carta falsa, fruto de uma tentativa criminosa de golpe. Eu assumi um compromisso com a população de Rio Largo e vou cumprir. Rio Largo não tem dono. É uma cidade do povo e de Deus. Sigo sendo prefeito, eleito democraticamente", declarou.

Na semana passada, os dois discutiram publicamente durante um evento em homenagem ao mês das mulheres. No momento do discurso, Gilberto Gonçalves dirigiu-se ao sobrinho e afirmou: "Quem colocou você aí fui eu". O episódio intensificou a crise entre tio e sobrinho, que já vinham demonstrando desavenças políticas.
Em nota à imprensa, Carlos Gonçalves declarou que houve uma tentativa de golpe para retirá-lo do cargo. Segundo o prefeito, duas tentativas de autenticação de assinatura em seu nome foram registradas em cartórios de Rio Largo e Porto Calvo. Ele procurou a Procuradoria Geral de Justiça para denunciar o caso.
O prefeito acionou a Justiça para impedir seu afastamento. O mandado de segurança foi protocolado na 1ª Vara Cível de Rio Largo sob o número 0700911-10.2025.8.02.0051 e tramita com prioridade. A ação busca anular a posse do presidente da Câmara, vereador Rogério Silva (PP), alegando que o documento usado para justificar a renúncia é inválido.