investigação
Calheiros diz que fiscalização sobre Banco Master será permanente no Senado
Presidente da CAE afirma que comissão vai requisitar informações sigilosas e quebra de sigilos
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 4, que a fiscalização envolvendo o Banco Master será permanente. A declaração foi feita após reunião com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, em Brasília.
Segundo o senador, a CAE vai requisitar todas as informações relacionadas às investigações em curso, inclusive as de caráter sigiloso. “Vamos requisitar todas as informações das investigações que estão sendo feitas, inclusive as sigilosas. Se for necessário quebrar sigilo, vamos pedir ao Plenário”, afirmou.
Calheiros destacou que o objetivo inicial é esclarecer os fatos e atender à cobrança da sociedade por respostas. De acordo com ele, parte dessas explicações deve partir de órgãos como o Banco Central, o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Parlamentares também participaram do encontro com Galípolo.
O senador avaliou positivamente a reunião e disse que o presidente do Banco Central foi solícito. “Ele se convenceu logo que o papel da comissão é fortalecer o Banco Central, apoiar a liquidação do Master e investigar para responsabilizar os envolvidos, para que esse tipo de crime não volte a existir no Brasil”, declarou.
Renan Calheiros afirmou ainda que não é contrário à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso. Segundo ele, já assinou pedidos de CPI e entende que o trabalho da CAE e de eventuais CPIs é complementar, cabendo à comissão do Senado o aprimoramento da legislação.
O senador também apontou indícios de apoio político ao banco para a prática das supostas irregularidades. Como exemplo, citou tentativas na Câmara dos Deputados de elevar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, pressões sobre o TCU durante o processo de liquidação e articulações durante a aquisição do Banco Master pelo BRB para alterar a lei do Banco Central independente. “Isso tudo é público”, concluiu.



