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CAE abre trabalhos com defesa de subcomissão para acompanhar "Caso Master"

Renan Calheiros afirma que comissão tem dever de aprofundar apurações sobre irregularidades
Por Redação 04/02/2026 - 06:53
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Reprodução - TV Senado
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal abriu os trabalhos de 2026, nesta terça-feira, 3, com a defesa da criação de uma subcomissão destinada a acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O grupo foi instituído por ato do presidente da CAE, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), e foi apontado como uma resposta necessária diante da dimensão das irregularidades atribuídas à instituição financeira.

Durante a sessão, Renan Calheiros afirmou que cabe à comissão aprofundar a apuração sobre o modelo de negócios do banco, baseado na emissão de certificados de depósito bancário (CDBs) com promessa de altos retornos e na utilização do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo o senador, a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025, ocorreu de forma tardia, o que levanta questionamentos sobre a atuação prévia dos órgãos de fiscalização.

O presidente da CAE destacou ainda que a subcomissão poderá requisitar documentos e dados sigilosos com base na Lei Complementar nº 105/2001, além de acompanhar investigações em curso no Banco Central, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Polícia Federal e no Tribunal de Contas da União (TCU). A instalação do grupo está prevista para esta quarta-feira (4), com a definição de um plano de trabalho detalhado.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) avaliou que o debate no âmbito da CAE fortalece o papel institucional do Senado, ao permitir que eventuais falhas legais identificadas durante as apurações sejam tratadas por meio de propostas legislativas permanentes. Já a senadora Leila Barros (PDT-DF) alertou para os impactos do caso no Distrito Federal e no Banco de Brasília (BRB), classificando a situação como um dos mais graves escândalos financeiros do país.

Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), a criação da subcomissão garante continuidade às investigações, independentemente da eventual instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que teria caráter temporário.

O grupo de trabalho será formado inicialmente pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Braga (MDB-AM), Fernando Farias, Randolfe Rodrigues (PT-AP), além de Damares Alves, Leila Barros e Esperidião Amin, com possibilidade de ampliação. Entre as atribuições do colegiado estão a convocação de autoridades e investigados, a solicitação de informações oficiais e a formulação de propostas legislativas relacionadas ao caso.


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