CRISE NO STF
Gaspar pede saída de Toffoli e fala em “tráfico de influência” no Master
Relator da CPMI do INSS reage a pedido da PF e defende impeachment do ministro
O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) pediu o impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de informações da Polícia Federal que apontam indícios de relação entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Relator da CPMI que investiga descontos em aposentadorias e pensões do INSS, Gaspar afirmou que o pedido de suspeição apresentado pela PF contra Toffoli revela um cenário grave. Segundo a corporação, mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicariam pagamentos destinados a empresa ligada ao ministro.
Para o parlamentar alagoano, o caso expõe possível conflito de interesses e compromete a permanência de Toffoli na relatoria de processos envolvendo o Master. “O Brasil não suporta mais esse tipo de situação. É preciso esclarecer os fatos e garantir independência no combate à corrupção”, declarou.
Gaspar também criticou decisão anterior de Toffoli que impediu a CPMI de ter acesso a dados telemáticos do banqueiro. Na avaliação do deputado, a negativa dificultou a investigação parlamentar e reforça a necessidade de afastamento do ministro do caso.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025. No Supremo, Toffoli atuou em medidas relacionadas ao processo de liquidação, o que passou a ser questionado após a revelação das mensagens.
Nesta quinta-feira, 12, o ministro confirmou ser sócio da empresa Maridt Participações e ter recebido valores decorrentes da venda de cotas de um resort a fundo vinculado a Vorcaro.
Toffoli afirmou que a operação foi regular, realizada antes de sua atuação nos processos do Master e devidamente declarada à Receita Federal. Ele também classificou o pedido de suspeição da PF como baseado em “ilações”.



