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Renan Filho está entre os 21 ministros que devem deixar o governo Lula

Ministro dos Transportes será pré-candidato ao governo de Alagoas
Por Redação 02/03/2026 - 06:16
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RICARDO STUCKERT/PR
O ministro Renan Filho com o presidente Lula
O ministro Renan Filho com o presidente Lula

O ministro dos Transportes, Renan Filho, está entre os 21 integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva que avaliam deixar a Esplanada dos Ministérios para disputar as eleições de outubro. A informação foi publicada pelo Correio Braziliense e aponta que março é a reta final para os ministros que pretendem concorrer a cargos eletivos, já que a legislação exige a desincompatibilização até seis meses antes do primeiro turno.

No caso de Renan Filho, a expectativa é de que ele dispute o governo de Alagoas, em um movimento que pode reorganizar o cenário político no estado. A candidatura é vista como tentativa de consolidar uma frente governista capaz de enfrentar o grupo do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que deve contar com apoio de setores do bolsonarismo.

Além de Renan Filho, outros ministros estudam diferentes destinos eleitorais. Parte deles pretende disputar governos estaduais, como André Fufuca (Esportes), no Maranhão, e Camilo Santana (Educação), no Ceará, caso as articulações locais avancem. 

Já o Senado aparece como prioridade para nomes como Rui Costa (Casa Civil), pela Bahia; Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), pelo Paraná; Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), pelo Amapá; Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), por Pernambuco; e Carlos Fávaro (Agricultura), pelo Mato Grosso.

Em São Paulo, cresce a pressão para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dispute o governo estadual contra Tarcísio de Freitas. Simone Tebet (Planejamento) também pretende concorrer ao Senado, enquanto Marina Silva (Meio Ambiente) negocia condições partidárias para viabilizar candidatura à Casa.

Outros ministros devem buscar vagas na Câmara dos Deputados, como Jader Filho (Cidades), Anielle Franco (Igualdade Racial), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Wolney Queiroz (Previdência), este último ainda aguardando definição do presidente.


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