dinheiro público
Gastos com ex-presidentes chegam a R$ 37 milhões em quatro anos
Despesas incluem assessores, motoristas e comunicação; Dilma e Collor lideram valores
O governo federal desembolsou cerca de R$ 37 milhões com despesas relacionadas a ex-presidentes da República entre 2022 e março de 2026, segundo levantamento com base em dados da Casa Civil divulgado pelo portal R7 Planalto.
Os valores englobam custos com equipes de apoio, como assessores e motoristas, além de despesas com serviços de comunicação e estrutura administrativa garantida por lei aos ex-mandatários.
A ex-presidente Dilma Rousseff lidera o ranking de gastos no período, com R$ 7,9 milhões. Em 2025, ano mais recente com dados detalhados, as despesas associadas a Dilma chegaram a R$ 2,3 milhões. Desde 2023, ela reside na China, onde preside o banco do Brics.
Na sequência aparece Fernando Collor de Mello, com R$ 7,6 milhões acumulados. Mesmo em prisão domiciliar desde maio de 2025, Collor registrou gastos de R$ 2,2 milhões apenas naquele ano.
O ex-presidente Jair Bolsonaro soma R$ 5,1 milhões desde que deixou o cargo, em janeiro de 2023. Os custos foram mantidos mesmo após sua prisão. Nos três primeiros meses de 2025, período em que esteve detido na Papudinha, foram empenhados R$ 187,6 mil. A tendência é de aumento, após decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) que garantiu a manutenção de benefícios e a devolução de veículos à sua estrutura.
Já Michel Temer acumula R$ 5,4 milhões desde 2022 — valor ligeiramente superior ao de Bolsonaro, embora referente a um período maior. Na lista também aparecem José Sarney, com R$ 4,1 milhões, e Fernando Henrique Cardoso, com R$ 3,3 milhões.
O levantamento inclui ainda despesas com Luiz Inácio Lula da Silva antes de seu retorno ao Palácio do Planalto, que somaram R$ 1,8 milhão entre 2022 e o período anterior à posse em 2023. As assessorias dos ex-presidentes foram procuradas para comentar os dados, mas até o momento não houve manifestação oficial.



