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PF prende ex-presidente do BRB e advogado ligado ao caso Banco Master

Operação investiga suposto esquema de propina em tentativa de aquisição envolvendo banco
Por Redação 16/04/2026 - 07:55
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Divulgação
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, presos hoje pela Polícia Federal
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, presos hoje pela Polícia Federal

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, 16, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura irregularidades na tentativa de aquisição do banco Master pelo BRB.

Segundo as apurações, Daniel Monteiro é apontado como o “arquiteto jurídico” do empresário Daniel Vorcaro e teria atuado como elo entre a instituição financeira e escritórios de advocacia, sendo responsável pela estrutura jurídica do esquema investigado. Já Paulo Henrique Costa é suspeito de ter atuado para flexibilizar regras internas com o objetivo de viabilizar a compra do banco.

A operação cumpre, além das prisões, sete mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.

De acordo com a investigação, mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que Costa receberia cerca de R$ 146,5 milhões em imóveis como contrapartida por sua atuação na negociação. Os bens estariam localizados em empreendimentos de alto padrão em São Paulo e Brasília, e teriam sido utilizados mecanismos como empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.

As apurações também apontam que os envolvidos teriam criado uma estrutura paralela de compliance com o objetivo de burlar controles internos e regras de conformidade. As negociações foram interrompidas após suspeita de vazamento de informações sobre a investigação em curso.

A tentativa de aquisição do banco Master pelo BRB já havia motivado a primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025. À época, a instituição pública anunciou a compra de participação majoritária no banco, que enfrentava dificuldades financeiras, segundo a Polícia Federal. O Banco Central do Brasil, no entanto, barrou a operação em setembro do mesmo ano.


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