POLÍTICA

Deputado usa R$ 203 mil de verba pública para alugar SUV para a família

Despesa contraria normas da Câmara sobre contratos com parentes
Por Redação 03/05/2026 - 15:17
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Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Deputado paga R$ 203 mil da cota parlamentar aos sobrinhos para alugar SUV de luxo
Deputado paga R$ 203 mil da cota parlamentar aos sobrinhos para alugar SUV de luxo

O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) utilizou mais de R$ 203 mil da cota parlamentar para alugar veículos de uma empresa que pertence a familiares. Segundo o Metrópoles, os gastos foram reembolsados pela Câmara dos Deputados entre maio de 2024 e março de 2026.

De acordo com a publicação, as locações foram feitas junto à Construtora e Locadora JMX, empresa que tem como sócios dois sobrinhos do parlamentar: Thiago Santiago e Thaísa Santiago, filhos de José Milton Santiago, irmão já falecido do deputado.

As despesas constam em 22 notas fiscais apresentadas pelo gabinete de Wilson Santiago para ressarcimento por meio da cota parlamentar, verba indenizatória destinada a custear despesas relacionadas ao exercício do mandato.


Segundo o Metrópoles, os documentos indicam que o deputado alugou, em períodos diferentes, um Tiggo 7, da Caoa Chery, e um Jeep Commander, modelo classificado como SUV de luxo. A nota fiscal mais recente, emitida em março de 2026, registra o aluguel mensal do Jeep Commander por R$ 12 mil.

Parte dos recibos anexados às notas fiscais foi assinada por Thiago Santiago, conhecido politicamente como Thiago de Azulão, ou pela filha dele. Thiago também é vereador em Uiraúna, eleito pelo Republicanos.

De acordo com normas da Câmara dos Deputados, é proibido reembolsar despesas com empresas pertencentes ao parlamentar ou a parentes até o terceiro grau, categoria que inclui sobrinhos.

Em nota citada pelo Metrópoles, a Câmara destacou que o parlamentar assume responsabilidade pelas notas fiscais apresentadas e pela compatibilidade dos gastos com as regras vigentes.

“A Câmara verifica a regularidade fiscal e contábil da documentação apresentada. Caso seja identificada irregularidade no sistema de cotas, o reembolso é suspenso imediatamente”, informou a Casa.

Segundo o órgão, se o valor já tiver sido pago, o parlamentar pode ser formalmente notificado para devolver os recursos.

A Câmara também informou que os gastos com a cota parlamentar são públicos e podem ser consultados no Portal da Câmara, tanto nas páginas individuais dos deputados quanto na área de transparência do site.

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